quarta-feira, março 29, 2006

Quase uma cidadã curitibana

Curitiba completa hoje 313 anos de idade e, como em todas as comemorações de aniversário de qualquer cidade aqui no Brasil, ia ter também um bolo de 313 metros que provavelmente deve ter sido devorado em segundos. Por conta do lance do voluntariado da ONU – cujas esperanças para ser chamada tinham ido água abaixo, mas que no último minuto aconteceu – tive que tirar meu cartão de usuário de transporte público. Uma espécie de vale-transporte moderno (se o Rio não for tão atrasado assim, já deve ter também), onde a empresa ou você mesmo pode “recarregar” com o saldo de passagens que quiser.

De posse do meu cartão de usuário e depois de assistir a quatro peças (cujas críticas você pode ler e se divertir no blog do Rogério) do Festival de Teatro já estou me sentindo quase uma cidadã curitibana.

O festival impressiona mesmo. A oferta de peças e espetáculos teatrais é impressionante. Mas também é um risco, porque poucas delas entraram em cartaz e muitas companhias que vêm para o festival, provavelmente você nunca ouviu falar. A nossa grande decepção foi no dia mais esperado: o primeiro e no local que desperta a maior curiosidade, a Ópera de Arame (foto ao lado, tirada numa das primeiras visitas de turista ao local). Infelizmente a peça – “O auto do Circo” - não era boa, longa, arrastada. O teatro é gigantesco e o sistema de captação de áudio estava péssimo e foi impossível de ouvir alguns personagens falando. Tudo bem, o lugar é muito bacana, à noite fica mais bonito ainda, mas tem que estar mais bem preparado pra receber um espetáculo. Decepcionou um pouco. E ok, o texto da peça também era ruim, então mesmo com o áudio bom não ia adiantar muita coisa. O bom é que a seleção de peças que fizemos foi melhorando a cada dia, e vimos coisas boas, como “Werther” – cujo texto é lindo demais -, “Rastro de Luz” e “Mulher Desiludida”. E como teatro combina com cerveja (ainda mais ganhando um vale cerveja por pessoa e por peça), aproveitamos para conhecer novos bares, como o Wonka Bar – com gente mais normal e um som bacana – e o Boteco de Sampa, que tem uma das cervejas mais geladas da cidade. Pelo menos saímos do eixo Batel-Centro-Água Verde e demos uma boa variada.


Ah!! Antes que eu me esqueça: Feliz aniversário, Curitiba.

terça-feira, março 21, 2006

E o outono chegou

Aqui de casa, sentimos logo a mudança de estação. Não só pelo vento ou porque a temperatura cai bastante à noite, mas sim pela luz do sol. É incrível a rotação dela e de como nossa casa fica bonita no final da tarde. E sem contar, é claro, com o espetáculo do pôr-do-sol, que cria tons avermelhados no céu e eu, pelo menos, fico admirando quase todos os dias. (normalmente durante a semana, a essa hora, o Rogério tá trabalhando, né!?).

Mas vamos deixar esse papo um tanto quanto poético de lado e contar algumas coisinhas. Assim que voltamos do carnaval, recebi um e-mail da FGV falando sobre o evento da ONU que agita (??) a cidade durante esse mês de março. Fui na tal da reunião, que convidou os participantes a trabalharem como voluntários durante o evento. Pensei ser uma boa oportunidade para fazer alguma coisa e também para conhecer pessoas. Logo nessa reunião-convocação algumas coisas me deixaram bem irritadas, do tipo: “vamos fazer diferente da ECO 92, não vamos enfeitar a cidade e deixa-la bonita para turista ver”, dizia a organizadora dos voluntários. OBS: desde quando precisa enfeitar o Rio para deixa-lo bonito???? Outra: “não vamos fazer como na ECO 92 em que o governo do estado montou diversos outdoors para cobrir as favelas”. OBS: desde quando um outdoor consegue cobrir as favelas do Rio??? Mais uma: “vamos mostrar que os curitibanos são simpáticos e principalmente solidários, afinal nossa colonização é européia”. ???????????????????????????????? Juro que tive vontade de levantar e ir embora. Mas, exerci meu dever como cidadã brasileira e continuei ouvindo essas e outras baboseiras. Isso foi numa sexta-feira, e no sábado e domingo seguintes teria um curso de capacitação para os voluntários.

E lá fui eu pro tal do curso de capacitação, com os olhos inchados de tanto chorar, pois na manhã de sábado levei minha máquina para ver seu estado e o carinha foi taxativo: essa aí, já era. O curso era de uma inutilidade total, quer dizer, acho até que pra algumas pessoas pode ter servido de alguma coisa, mas ir pra lá pra ouvir a mesma coisa (incrível como a organizadora não mudou uma vírgula de suas frases imbecis) e pra saber que não se deve olhar para a mulher de um árabe...

Não contente com esse dia, ainda voltei no domingo. Tudo pelo social!!!

E de novo, coisas que a gente não consegue entender. Passo quatro horas de sábado sentada ao lado de algumas pessoas, elas são incapazes de trocar um “a” com você (mesmo você tentando puxar conversa), no dia seguinte, você encontra essas mesmas pessoas, que estão ali pelo mesmo motivo que você, elas se sentam ao seu lado e passam mais quatro horas ali e nos olham como se nunca tivessem nos visto!!!!! Juro que isso é demais para a minha cabeça tão tacanha!!!

No entanto, a gota d’água ficou por conta do tal “voluntário”, que veio de São Paulo só pra contar a sua história. O cara parecia um padre, vestido todo de preto com a camisa abotoada até em cima, magro feito um vara pau e com uma desenvoltura no palco que parecia que ele estava convocando a todos para vender produtos da Amyway. Enfim, acho que já esqueci parte do que ele falou (sim, de vez em quando é bom ter uma memória seletiva), mas o que mais me impressionou foi a seguinte frase: “ser voluntário dá dinheiro. Não me perguntem como, mas hoje, graças ao meu papel de voluntário tenho um patrimônio de mais de 10 milhões de dólares”, seguido de um sonoro “ooooohhhh”, por parte da platéia.

Peraí: voluntário + U$ 10 milhões??? Alguma coisa está fora da ordem.


Já estamos no dia 21 de março, o outono já começou, eu tive que tomar vacina tríplice viral, tirar cartão de usuário de ônibus e até agora, ninguém me chamou...

quinta-feira, março 16, 2006

Cenas do Carnaval

Já estamos quase na Semana Santa (ok, exagero), e eu ainda não escrevi nada sobre o carnaval. Bom, a maioria deve saber que fomos pra Florianópolis, desta vez acompanhados de nossos "filhos", Moniquinha e Fernando (este em processo de adaptação - tanto em relação aos seus "novos pais", quanto ao seu futuro em Curitiba). Mas na verdade, rola uma certa preguiça e devo dizer, escrever sobre o carnaval significa relembrar uma das coisas mais tristes que me aconteceu: o afogamento da minha Nikon N80, filha única de mãe solteira que, provavelmente, nunca mais vou ter de volta ou outra igual. Até que renderia um post cômico se não fosse trágico. Quem sabe, quando eu souber do diagnóstico dela (no momento, estão fazendo respiração boca-a-boca, pra ver se ela dá sinais de vida), eu não escrevo alguma coisa sobre o episódio!?

Então, vou postar algumas fotos que não postei no
fotolog, tentando contar alguns acontecimentos.

Esta é a nossa Pousada, a Tamarindo, que fica em frente (porém um pouco longe) a Praia do Campeche ou Novo Campeche. Ficamos muito bem localizados, longe da muvuca, e perto das praias do Sul da Ilha. Além disso, o quarto era maravilhoso, com direito a uma geladeira enorme, cheia de cervejas, Smirnoff Ice, prosecco, coca-cola e água (devidamente abastecida por nós mesmo). A foto foi tirada na sala de leitura, perto de onde tomávamos o café da manhã. Aliás, que café!!! Pão caseiro todos os dias e bolos maravilhosos.



No sábado de carnaval, foi aniversário do Fernandinho e como boa mãe que sou, pedi na semana anterior, que o pessoal da Pousada preparasse uma torta ou comprasse um bolo pronto. E não é que a moça, que eu esqueci o nome e que é uma cozinheira de mão cheia, preparou esse bolo delicioso?!!?!? Gente, que coisa boa, viu?! Comemos bolo o carnaval inteiro. Mas o melhor foi o Fernando pensando se ia ou não oferecer bolo aos "rapazes" que estavam ao nosso lado... hehehehehe


No sábado, fomos para a Ilha do Campeche, conhecemos a Pedra Fincada, tomamos cervejas bem geladas e comemos um camarão delicioso. Depois, ficamos passeando pelas rochas da praia da Armação (onde se pega o barco para a Ilha do Campeche) e partimos para a Pousada, para curtir mais sol, piscina e claro, cerveja. De noite, para comemorar o aniversário do Fernando, tentamos entrar no El Divino Lounge Bar, mas o lugar era muito fenci e caro. Partimos então, para um japonês, onde, pra variar, uma das besteiras que falei foi motivo para risadas à noite inteira... sem comentários.


Domingo, partimos pra Guarda do Embaú. E vou te dizer, tava num mau humor de cão!!!! Não sei o que mais me estressou, mas o fato do Rogerio ficar escolhendo o estacionamento, acabou comigo. Pra piorar, ele escolhe o ÚNICO que cobrava R$ 10,00 e que tinha uma menina mais doida que nossos amigos freqüentadores do Posto 9. Bom, nem preciso dizer, a confusão que rolou. Esse capítulo também mereceria um post só pra ele. Pra ter uma idéia rápida do que ouvimos da pessoa em questão: "como vocês entram num lugar, sem serem convidados??" - detalhe: a porta do estacionamento estava aberta e um cartaz enorme de estacione aqui estava na mesma!!!! Enfim, não rola colocar agora todo o papo com a doida, mas depois vou tentar escrever melhor. Além disso, a praia tava cheia, tava ventando, e claro, eu tava de TPM. Depois da Guarda, fomos almoçar no Bar do Arante, um dos mais famosos da ilha (já em Floripa, em Pântano do Sul). Cerveja + comida = humor melhor. E já estava querendo até sair no bloco da família do Arante. Mundo pequeno: quando voltávamos para a Pousada, lá estavam todos do Bloco do Arante e mais alguns outros pequenos blocos "desfilando" no carnaval do Campeche. Claro, que com minha cara de pau que me é peculiar, até ganhei uma camiseta do bloco!!! Acompanhamos o desfile por uns 500m e isso foi o mais perto de carnaval que chegamos...


Na segunda-feira, Moniquinha e Fernando foram para a Lagoinha do Leste e eu e Ro fomos para a Praia do Matadeiro, que fica entre a Armação e a Lagoinha do Leste. Tranqüila, sem muito sol, com águas relativamente calmas e numa temperatura ótima. Ficamos lá, até nossos filhos darem sinal de vida. Afinal, ir pra Lagoinha do Leste não é pra qualquer um. De lá, partimos para o Ostradamus, restaurante delícia em Ribeirão da Ilha. Bom demais!!!! De resto, nos divertimos como na noite anterior, Fernando bebendo Smirnoff Ice e falando besteira, Moniquinha reclamando dos jogos e escola de samba na TV.

Tá vendo esse pontinho lá embaixo, na foto ao lado??? É o Ro!!! Mas antes de explicar, preciso dizer, se eu pudesse, teria feito tudo diferente neste dia. Teria ouvido minha intuição, e se pudesse apagaria de vez este dia da minha vida. Calma, calma. Foi uma tragédia sim, mas tenho que fazer meu drama também, afinal, perdi uma das minhas grandes companheiras de viagem: minha Nikon N80. Se afogou... No mar do Campeche. Mas antes disso, fomos nas dunas da Joaquina. Rogerio desceu uma ribanceira de areia enorme numa prancha de sandboard, depois, claro de ficar quase meia hora pensando qual tática usar... Ele conseguiu descer quase toda, só no finzinho é que ele "capotou". Mas foi lindo!!! Depois, eu e ele descemos uma pequena. Mas subir de volta essa montanha de areia, num sol escaldante... ninguém merece. Pagamos o nosso mico diário e fomos pra Praia do Campeche, pertinho da pousada. Sol, vento, mar agitado mas numa temperatura maravilhosa, e conchinhas, mariscos, tatuis, bichinhos e sei lá mais o quê na beira da água. Claro, depois de anos só indo a praia poluída, encontrar esses bichinhos dando mole é um prato cheio para ficarmos horas catando e vendo - que nem uns idiotas, diga-se de passagem - eles se enterrando na areia. Bom, quem avisa amigo é, e o mar até que tentou avisar: a primeira onda chegou perto. Malandros, ratos de praia, Posto 9, Ipanema... não demos a menor bola e a segunda onda não perdoou. Foi TUDO pro mar. O Fernando bem que tentou, mas quase nada se salvou e minha máquina que estava em cima da canga tomou o seu maior caldo. Chorei, mas chorei muito...

Bom, o resto do dia foi triste, mas acabei me divertindo, principalmente depois das várias tentativas de incendiarmos umas lagartas, ou sei lá que bichos eram esses, que rondavam a piscina da pousada. Sim, depois do afogamento, voltamos para a pousada porque não tinha clima pra fazer mais nada.

No balanço final, o carnaval foi mais do que positivo. Fernandinho e Moniquinha são companhias maravilhosas e se comportaram direitinho. Ok, ok, eles reclamam de vez em quando, principalmente pra colocar o cinto de segurança, mas nada que umas palmadas não resolvam. O tempo ajudou bastante e como primeiro carnaval longe do Rio depois de anos, foi ótimo. E isso, vindo de alguém que adora carnaval, não é pouca coisa, não!!

domingo, março 12, 2006

Antes do carnaval

É preciso registrar isso, antes mesmo de falar sobre o nosso carnaval em Floripa.

Ontem, sábado, 11 de março (ok, já eram 2h22 da manhã, então era domingo, 12 de março), depois de uma festa tosca de aniversário, mas com uma saideira bacana no Bar do Hermes (apesar da Smirnoff Ice custar R$ 7,50 e a cerveja ser Kaiser), deixei minhas companhias em suas respectivas casas/hotel e voltei pra casa (Rogerio estava no Rio).

E no caminho havia um relógio digital de rua, havia um relógio digital de rua no caminho.

13°C.

Seja bemvindo, querido outono...

quarta-feira, março 08, 2006

Algumas fotos do show

Como falei no post anterior, infelizmente não levei a máquina e não tirei nenhuma foto do show do U2, mas graças a Internet e a nossa cara de pau, conseguimos que uma menina que estava na nossa frente nos mandasse as que ela tirou. Tem também, algumas fotos de uma amiga da Helô que ficou bem pertinho do palco. Maravilha!!! Valeu galera!!!

Não sei o nome da menina que nos mandou as fotos, por isso nem posso dar o crédito a ela... foi mal...

Essa semana, ainda tento escrever sobre carnaval em Floripa e o curso de capacitação para voluntariado. Aliás, tenho que escrever sobre umas frases que ouvi, elas vão deixar qualquer carioca de cabelo em pé!!!!!

sexta-feira, março 03, 2006

Cenas de São Paulo

Sim, eu fui a São Paulo e fui muito feliz para assistir ao show do U2. E agradeço a todo instante por ter ido. Se estivesse ficado em casa, assistindo pela TV, talvez tivesse cortado os pulsos ou pulado da janela. Minha amiga Bia ficou 13 horas na fila pra comprar o ingresso, mas quem conseguiu mesmo foi a Helô, irmã dela, via Internet, láaaaa de Brasília. Ou seja, éramos um grupo do mais variado: Sampa, Brasília, Rio e/ou Curitiba!!!!! Antes, porém, fomos no sábado, assistir ao Fantasma da Ópera, musical igual ao da Broadway que está em cartaz no Teatro Abril. Ponto para os paulistas, os caras sabem fazer um espetáculo virar uma das principais atrações da cidade. O musical é show de bola, pena que nos primeiros 10 minutos eu caí no sono, graças aos 1534 chopps que tomei com o Henrique no Juarez, lá em Moema. Mas depois me recuperei e na saída fomos direto para o Da Mata. Uma mistura de bar, restaurante, loungue, com uma boate no fundo. E qual era o grupo que tocava??? O Viva a Noite, quem vê Pânico ou anda no revival dos anos 80 sabe o que eu estou falando. É aquela galera que canta com a fantasia do Bozo e da Paquita. E claro, dançamos a beça e bebemos todas. E eu ainda saí de lá com o Henrique, nos perdemos pela cidade tentando achar a Vila Madalena e depois que achamos, ainda tomamos a saideira. Ou seja, domingo estava mais do que estragada... e as crianças me acordaram às 10h da manhã....

Segunda-feira foi dia do show e não enfrentamos nenhuma confusão, nenhuma fila, absolutamente nada de ruim. Bom, até o show terminar, porque só fomos conseguir um táxi pra voltar pra casa umas 2h depois do show ter terminado. Ainda paramos numa megapadaria (que só poderia existir em Sampa) para comermos. AH! Como chegamos cedo no estádio, matamos o tempo jogando cartas!!!! hehehehehe E foi ducacete. Não dá nem pra explicar direito como foi o show, mas posso dizer que ao lado do show do Stevie Wonder, da volta dos Paralamas do Sucesso e de algum do Lenine ou Marisa Monte e uns alguns poucos outros, este foi um dos melhores shows da minha vida. Pena que, teoricamente, não poderíamos levar máquina fotográfica e cumpri a determinação. Mas triste foi ver que TODOS levaram máquinas e eu fiquei sem nenhuma fotinho do show... :-(

Na terça-feira, criei coragem e mesmo depois de um show impressionante, tive forças pra enfrentar a famosa 25 de Março. Bom, quem já foi na Rua da Alfândega na 5a feira antes do carnaval ou no dia 23 de dezembro, encara sem problema algum a 25 de São Paulo. Só que a variedade de coisas é até maior e vou te dizer, em termos financeiros não achei muito diferente não. Aproveitei e comprei as fantasias das crianças e material para fazer minhas bijux. Depois aproveitei que tava pertinho e fui conhecer o Mercado Municipal. Lindíssimo e muuuito movimentado. Não tive coragem de provar o famoso sanduiche de mortannnnndela, mas comi o não menos famoso pastel de bacalhau. Delícia, viu!? Pena que o chopp era Kaiser, mas valeu.

À noite, ainda aproveitei que as crianças tinham festinha, Patty dava aula, e encontrei com o Marcelo Lobo, amigo do Rio e que mora em Sampa. Ficamos por Vila Madalena e foi bom, colocamos a conversa em dia.

Nas fotos: Eu e Bia; eu e Josi e (tá meio escura), mas é o Bozo e a Paquita, do show que vimos no Da Mata. Pedro e Laura, no domingo de sol e chuva, ressaca, momentos antes de sairmos para dar voltas por Vila Madalena. Aliás, esqueci de dizer, no domingo ainda vimos uma tentativa paulistana de emplacar um bloco carnavalesco pelas ruas do bairro. Foi divertido, pelo menos.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

A invasão dos bichos

Alguém já viu um filme chamado “A invasão das rãs”??? Acho que é esse o título, não lembro direito. O filme é uma porcaria, mas me marcou profundamente: ajudou a aumentar ainda mais o meu horror por certos bichos. Cobras, lagartos, aranhas e bichos esquisitos estão neste rol. Acho que vi num Corujão, num dia sem sono durante a adolescência. A partir de então, tenho a mania de levantar a coberta do colchão, caso esteja dormindo numa cama “desconhecida” por assim dizer.

Bom, o “nariz de cera” foi só pra dizer que sofremos uma certa “invasão dos bichos” aqui em casa. Primeiro, a invasão foi minha no habitat natural deles: acho que atropelei uma cobra no caminho até São Francisco do Sul. Fomos pelo caminho mais longo e pegamos uma enorme estrada de terra – muito boa, diga-se de passagem – e a cobra atravessou a pista lentamente (e ela era grande), mas não sei dizer se a atropelei ou não. No próprio hotel, ao chegarmos no restaurante quase não comemos direito, pois tínhamos que brigar com os bichinhos de luz que insistiam em tentar tomar a nossa cerveja. No quarto, mariposas e “bruxas”. E de manhã quando saíamos para o café, ficamos no dilema se abriríamos a porta ou sairíamos pela janela mesmo: um barulho estranho a nossa porta... Com muita coragem, abri a porta (colocando a Moniquinha como escudo claro – ah!! esqueci de falar, fui com a Moniquinha porque o Rogerio estava viajando pra variar...) e lá estava o pobre coitado do beija-flor preso no corredor, sem achar a saída (era só ele voar mais baixo, que ele encontrava...). E ainda vimos uns golfinhos que acompanharam a nossa balsa durante o passeio de barco que fizemos por lá.

Em seguida, a invasão foi deles. Na segunda-feira passada, eu acho, choveu muito aqui em Curitiba (como, aliás, vem acontecendo desde então, claro que a cidade não fica alagada como o Rio, mas mesmo assim é um transtorno) e acho que com a chuva, veio também um grilo que ficou preso na nossa varandinha. Eu e ele estávamos convivendo muito bem, acho que ele estava me fazendo companhia, sei lá, mas não estava me importando muito com ele ali. Ele só começava a cantar, piar, fazer barulho no final da tarde, mas era só acender a luz, que ele parava. Mas o Rogerio voltou e a implicância começou. Varanda fechada, ele no computador, bastou o bichinho começar a tagarelar e Rogerio pulou da cadeira e foi atrás dele. Não preciso dizer da luta quase inglória que foi para acharmos o dito cujo na varanda. Temos muitas plantinhas (adoro) e simplesmente tiramos TODAS do lugar para achá-lo. A novela continuou, pois não tínhamos como dar aquele peteleco e tirá-lo dali. Pula daqui, pula de lá, tira planta daqui, tira planta dali. Ok, você venceu, inseticida na mão, adeus grilo!!!!

Desde que chegamos, acho que tem bicho na nossa janela. Comprovei isso, quando vi o coco do misterioso na própria janela. De cara falei, é morcego. Mas minha faxineira disse um dia que achou o mesmo coco no quarto e que aquilo era rato. Não acreditei muito nela não, mas beleza, entrei na paranóia: temos um rato em casa. Só que todo dia à noite, um barulho do lado de fora me acordava ou nem me deixava dormir direito (ok, isso não problema, eu durmo bem pacas!!!). Na sexta-feira passada de manhã, olhei a janela e não é que o bicho estava lá?! Temos uma dessas janelas que abrem pra fora e servem como persiana, não sei explicar direito, mas enfim, o bicho estava dormindo debaixo do trilho dessa janela. Primeiro, achei que estivesse morto, liguei pro Rogério e avisei. Depois liguei de novo pra dizer: “ele tá vivo, tá mexendo as perninhas” (em pânico, pra entender). É bom dizer que o bicho em questão era mesmo um morcego que deve ter aprontado todas na noite anterior porque eram 11h da manhã e ele dormia feito um bebê. Liguei para o porteiro e ele veio aqui para tirar o bicho da janela. Depois de uma bela cabeçada no vidro e dele afirmar que o bicho estava morto, ele veio quase que correndo pra cima de mim: “tá vivo”!!!! Daaaahhhh, eu sei, né?! Te chamei aqui pra quê?? (pensei, só...). Delicadamente, o porteiro tentou tirar com o cabo de uma vassoura, a criatura de lá. E não é que ele nem se importou muito com alguém cutucando ele???? Não sei se foi medo ou se o porteiro perdeu a paciência, só sei que ele acabou esmagando o morcego contra a parede da janela e não teve dúvidas: jogou o “corpo” lá pra baixo.


E olha que pr’uma cidade cujo o maior inimigo é a tal da aranha marrom, acho que estamos bem!!! Pelo menos, esta aí ainda não apareceu (e se Deus quiser, nem vai aparecer).

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Conversa de bêbado ou falhas na comunicação

Era pra começar a escrever sobre Janeiro de 2006 em Curitiba, cidade fantasma, praia em Matinhos, notícias boas e outras nem tanto, novidades de trabalho, etc, etc. Mas depois do que passei hoje, impossível!! Vou tentar descrever a cena em que estive envolvida e a conversa de bêbado que tive com um guardinha:

Fui até o Champanhat ou Bigorrilho, bairro aqui perto de casa, pra comprar peças para as bijux que ando fazendo (aliás, a produção está ótima e estou cheia de peças para vender, só preciso arrumar comprador). Bom, na rua em que estava, estacionei num lugar parecido com o “vaga certa” do Rio. Não achei ninguém que, teoricamente, vende o papel para colocar no carro e fui em direção a um “guardinha” perguntar como faria.

Eu – “Parei o carro ali e preciso comprar o ticket para o estacionamento. Como faço?
Guardinha – “Procure um agente de trânsito e compre”.
Eu – “Não estou vendo nenhum, e se não tem, como faço pra comprar?
Guardinha – “Vá numa farmácia ou qualquer estabelecimento comercial que vende”.

Percebendo que ele anotava placas dos carros que não tinham o papel, continuei:

Eu – “Mas se eu sair daqui pra comprar o ticket, nesse meio tempo o sr. pode me multar?
Guardinha – “Posso, mas é melhor comprar um”.
Eu – “Ok, eu vou comprar, mas como vou sair daqui pra comprar, se ao virar as costas, o sr. vai me multar”.
Guardinha – “Mas eu vou multá-la se você deixar o carro ali e não colocar o ticket”.
Eu – “Eu sei, por isso, quero saber se posso ir até ali comprar o ticket e nesse meio tempo o sr. não me multar?!

Essa última frase foi dita pelo menos umas três vezes até ele entender que eu tinha que sair dali e comprar o ticket ao mesmo tempo em que o carro ficaria uns três minutos sem o tal ticket. Bom, passado essa fase de (des) entendimento, fui à farmácia comprar. Já na farmácia, os vendedores estranharam o fato do guardinha ter me pedido pra ir até lá comprar e avisaram que ali não tinha, mas na locadora ao lado sim. Fui até lá e encontrei o bendito ou maldito ticket (é mais barato que o “vaga certa”!!).

Ao retornar pro carro, o guardinha estava anotando num papel a placa do meu carro. E falei:
Eu – “Aqui está o ticket, não precisa me multar!
Guardinha – “Não estou multando

Neste meio tempo, chega outra pessoa e pede um ticket pra ele. Com a cara de espanto e chocada, perguntei:
Eu – “Mas o sr. vende o ticket!?!?!?!
Guardinha – “Vendo, você em momento algum me perguntou se EU vendia, perguntou como proceder, eu disse, procure um agente de trânsito ou um estabelecimento comercial. Só não entendi porque você preferiu comprar na farmácia”.

Como diz o Ancelmo Góis, pano rápido. E sem comentários!!!

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Cenas não registradas de dezembro de 2006

A máquina fotográfica ficou superlotada de fotos da Laura e demais sobrinhos e pra alguns lugares, realmente, esqueci de levar. Então, alguns eventos nas nossas pequenas férias o Rio, não foram registradas, mas ficaram na memória do mesmo jeito.

Ir ao Rio e não ir ao Bar do Adão é impossível. Por isso, na sexta-feira antes do Natal, deixamos de comer empadinhas de queijo para saborear os pastéis do Bar do Adão, ali mesmo no Grajaú. No meio do caminho, minha sandália arrebenta e eu volto para buscar as havainas laranjas, que “ganhei” no casamento do Rodin. Estilo mais carioca, impossível. E o que parecia ser só um choppinho meu e do Ro, acabou sendo um mega evento, com direito a muitos amigos que foram chegando aos poucos. E depois de 1h30 esperando por uma mesa - sim, para freqüentar o Bar do Adão você precisa conhecer bem os garçons pra arrumar uma mesa e nem assim, é fácil, - sentamos com Bruno, Bigatello e Roberta, Rafael, Henrique e Tony. Divertidíssimo, especialmente pelos comentários do nosso garçom, o Robinho, aquele que “pedala”.

Ir ao Rio e não ir ao BG é impossível. E não é que eu não fui... Até fui a Gávea, mas acabei almoçando com a Bia e Nanda no Guimas, antes de irmos entregar ovos nas Clarissas. Eu para agradecer a Santa Clara e a Nanda pra pedir tempo bom para o casório dela. Mas um chopp no Hipódromo ou no Braseiro, ficou faltando.


Outra cena não registrada, foi o chá de bebê da Joana, que aliás, nasceu esta semana, mas depois eu falo disso. Patrícia estava com um barrigão enorme e lindíssima. Mas a ressaca do casamento da Nanda do dia anterior me impediu completamente de curtir o dia.

Praia em Ipanema até o pôr-do-sol no Aleido e com amigos, pizza em Ipanema (não digo o lugar porque é quase crime federal!!), moqueca de camarão em Grumari, picanha fatiada na Majórica, rever a família toda no almoço de Natal, comer salpicão e o bacalhau explosivo do meu pai, etc, etc. Valeu a pena passarmos os últimos dias de 2005 no Rio. Mas acho que um ciclo se fechou. E agora, temos que seguir em frente e aproveitar mais o que Curitiba e o Paraná podem nos oferecer.
E que venha 2006!!! (nossa, como isso tá atrasado...)

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Últimas cenas de 2005

Enquanto não resolvo colocar as metas desejadas para 2006 ou contar como Curitiba parece uma cidade fantasma no verão, vou postando algumas imagens de Dezembro de 2005. Ficamos mais de 15 dias no Rio. Foi bom, sem ser ótimo. Até porque deixamos ver algumas pessoas queridas, mas aproveitamos bastante e isso é o que importa.

Eu e Ro, prontos para entrarmos na cerimônia do casamento da Nanda. Me achei uma vaca com esse vestido e cabelo preso, mas foi o máximo usar chapéu. O problema foi o drama que enfrentei para chegar ao local e com isso, fiquei nervosa e mal vi a Nanda e comecei a chorar. Aliás, chorei durante a festa inteira... Vexame... sem comentários (ok, ok, a champa ajudou e muito...). No final, alguns loucos, eu inclusive, ainda queriam tomar a saideira. Livre escolha: não fui!!! Ao lado, os homens da festa!!! Flávio mais parece um segurança de festa a fantasia....


Eu e Si Gondim, no almoço na casa do Rafael no dia 31. Eu me acabo de rir com essa galera. Mas o melhor do dia foi a Roberta, namorada do Bigatello (meu futuro inquilino), contando sobre o amigo de pinto pequeno. Impagável!!!! Ao lado, Bruno, Cris, eu, Henrique e Ro. Grandes amigos!!!


Nandica, Strellita (com barriguinha pequena ainda) e Aninha, no dia do nosso amigo oculto. Feito sob protestos dos outros convidados que não entraram na brincadeira. Sorry, amigos, mas nesse amigo oculto, a única agregada é a Nanda!!! hehehe Talvez no próximo a gente abra para novos agregados... vamos ver. Foi na casa da Si e foi muito bom. Renatinha me tirou, pela primeira vez. Eu tirei a Nanda, acho que pela miléssima!!!


Ro e Marco André, na feijoada divina que a mãe da Flávia preparou para a galera do trabalho do Ro. Foi divertidíssimo. Ainda mais que a mãe da Flávia é um caso a parte... Ou melhor, uma figura...


Visão do paraíso. Prainha, no caminho para Grumari. Passamos o dia na praia. Sol, mar, cervejinha gelada e no final uma moqueca de camarão, porque ninguém é de ferro. Ir ao Rio, como turista, é muito bom!!!!

Cris, Douglas, Baú, Manu, Tissa e eu, na noite de ano novo, no Arpoador. Fizemos uma festinha quase particular na areia da praia e conseguimos ver parte dos fogos de Copa e ao longe os da Barra. E ainda curtimos o som da festona que rolava ao lado. Foi show de bola.

Que 2006 seja tão bom quanto 2005.

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Ainda cenas de novembro e algumas novidades de dezembro

Sei que a euforia dos primeiros posts já passou e agora só apareço por aqui na hora de escrever testamentos, mas sigo com a minha meta de contar nossas aventuras na capital paranaense. Mas antes: férias no Rio. E como é bom ser turista e passar férias no Rio. Tá com vontade de ir a praia, vai. Quer evitar trânsito, não saia na hora do rush e o mais impressionante de tudo: ficar um tempo longe dos amigos faz com que eles fiquem disponíveis a qualquer dia e hora da semana, prontos pra te ver!!! E isso foi uma das melhores coisas que fizemos: encontrar os amigos. Almoço com amigos de trabalho antigo, caipirinhas (muitas, até) na Lagoa, idas ao shopping com amiga e irmã, casamentos e muitos pastéis no Bar do Adão. Sim, o Rio de Janeiro é mágico. AH!! E sem contar uma quarta-feira perfeita: posto 9, Aleido (com o Rogerio, rato de praia, sendo reconhecido pelo próprio), mar e cervejas gelados e pra fechar o dia de sol, suco num pé sujo tradicional de Ipanema. E ai é que eu preciso registrar, mais uma vez, coisas que só o Rio de Janeiro tem, um cardápio de sucos com as seguintes variações:

- Tônico encolhe colesterol: gengibre + alho + salsa + cenoura + maçã
- Tônico para o fígado (ótimo para quem bebeu 10 dias seguidos...): dente de leão + beterraba + cenoura + maçã
- Melhor vermelho do que morto (não peguei os ingredientes, mas o nome é maravilhoso)
- Para homem nenhum botar defeito
- Usina imunológica
- Mexe fígado
- O energizador
- Enzima à beca

Fiquei com o suco de manga mesmo e estava uma delícia!!!!

De volta a Curitiba e seguimos na mesma. Quer dizer, logo de cara, duas oportunidades novas de emprego. Uma delas, com direito a dinâmica de grupo. Nãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaooooooo!!! Desespero e uma semana de preparação jogados por água baixo em dois minutos de apresentação. Fiasco total, um dia inteirinho de choro e mais dois dias sem sair de casa, devido ao inchaço do meu rosto. Beleza, não passei, mas em dezenas de currículos o meu foi selecionado e isso já foi uma grande vitória. A outra oportunidade não era bem assim, era apenas para fazer uma social e conhecer pessoas. Ok, muito prazer e obrigada pela disponibilidade. Seguimos em frente...

Fomos ao teatro, ver uma peça muito louca e engraçada, mais besteirol impossível. Até esqueci o nome, mas é com o Otávio Muller, Daniel Boaventura, Danton Mello, Leonardo Brício e acredite se quiser, Marcos Mion. Valeu a pena... Fomos ver também "O galinho Chicken Little" e "Harry Potter". E numa noite de muito frio, fomos assistir, pela primeira vez, a um show a Teresa Cristina: extraordinário!!!! AH!! E ainda fomos ver o Coral de crianças que todo ano agita a famosa XV de Novembro, elas cantam na sacada do Palácio Avenida, um edifício antigo, no centro histórico da cidade. Este ano, o convidado especial foi o Antônio Fagundes. Bem bacana e bem produzido, mas acima de tudo muito bem iluminado. Mas que ninguém se iluda, as crianças cantam em playback. E the last but not the least, o show do Pearl Jam, na Pedreira Paulo Leminski. Foi legalzinho, apesar de conhecer só alguns hits, de dar graças a Deus por não ser baixinha, por estar começando a me achar velha para essas aventuras e finalmente porque pararam de vender bebida as 21h30... Alguém poderia me explicar porquê?? Vai entender???

Nas últimas duas semanas, tudo girou em torno da festa oficial de final de ano da empresa que o Ro trabalha e da festa oficiosa aqui em casa. E tudo aconteceu no último final de semana. Depois de ficar horas e horas na cozinha, consegui fazer tudo e foi maravilhoso. Uma mistura de happy hour, jantar e open house com confraternização de Natal. Vieram quase todos os amigos “curiocas” ou “cariobanos” e ainda alguns agregados do Rio, que aproveitaram a deixa para não perderem a festa oficial que foi no sábado. Aqui em casa a reunião durou até bem tarde e terminou com Rogério e Fernando tentando ensaiar as músicas do coral. Devidamente tolidos: afinal, eram 3h da manhã....

Fechamos nossas comemorações em Curitiba, com a grande festa da empresa do Ro, no Castelo do Batel, uma espécie de Golden Room ou mesmo um Copacabana Palace de Curitiba: antigo e muito bonito (e exercendo o mesmo glamour que o badalado espaço carioca). Também bem produzida, mas eu diria que a logística de se alimentar 1.600 pessoas é bem complicada. Mas é um começo, ano que vem, tenho certeza que melhora. A grande atração, no entanto, era a banda surpresa, cujo sigilo era mantido a sete chaves e na bolsa de aposta estava valendo uma boa grana. Não decepcionou: Kid Abelha arrebentou!!! E ainda, como vips que somos, fomos ao camarim tirar fotos com uma melhores bandas de nossa adolescência (afinal, eu fui ao Maracanãzinho assistir ao Kid Abelha no festival Alternativa Nativa de 1988!!!!).

Bom, agora, só no Rio, galera!!! De lá, mando notícias!!!

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Cenas de Novembro

Já que não ando atualizando muito o blog, posto aqui algumas cenas de novembro... mês de muitas lembranças, frio, calor, viagens e sempre, esperança...


Pra começar, os melhores personagens do ano. Janis Joplin e um hipponga pra lá de estiloso. Rogerio e Moniquinha prontos para a festa a fantasia que fomos, com os típicos trajes dos anos 70. Segundo o Ferno, impossível respeitar o chefe depois dessa!!!




Ju e Rodrigo, no almoço com a galera da Diz'ain, no Outback. Foi muito bom revê-los. Adorei como ficou a "minha" salinha!!! E essa semana ainda tive a notícia que vários contratos novos foram fechados. Parabéns galera, vocês merecem!!!



Eu e Si, no casamento da Strellita. Antes de brigarmos, pra variar. Foi mal, Si. Às vezes perco a linha mesmo... Estou tentando, estou tentando...

Aninha e Strellita no dia do casório. Foi ótimo, apesar dos momentos de tensão vividos por mim e pela Si. Eu preciso controlar minha boca de vez em quando pra não falar tanta besteira...

Galera toda reunida!!!! Bom estar com todos novamente. Vocês não fazem idéia de como sinto a falta de todos...

Galera do EAC reunida para mais um almoço, na casa do Paulão. Como vocês podem ver, nossa "família" está crescendo. Vem ai a Joana e já chegou o João Pedro, filho do Pedro Paulo e da Andréa, que não puderam ir, pq o pequeno estava com dias... Mas, mesmo na correria, ainda encontramos tempo para visitá-los.

Eu e Si Gondim na roni que fizemos na Lagoa, poucos dias antes da nossa volta. Dia em que dei várias bijux que fiz, vendi algumas e perdi tudo o que sobrou. Fiquei traumatizada e não voltei mais a fazer...

Tem mais fotos no fotolog: www.fotolog.net/revidal. Prometo tentar atualizar melhor ainda essa semana.

quinta-feira, outubro 20, 2005

Ipês roxos, nova locadora, Lapa, visita da Tissa e a porcaria do tempo....

Pronto, a preguiça falou mais alto e eu resumi o todos os acontecimentos dos últimos dias no título.

Tchau, até a próxima...

Mas por outro lado, agora que eu comecei, vamos em frente, né?! Temos muitas coisas pra contar, nenhuma big novidade ou segredos a la Ferno, mas até que as últimas semanas foram bem movimentadas. Também, né?! Tivemos um fim de semana de cão antes do feriado. Rogerio até escreveu no Blog dele: "todo mundo espera alguma coisa, de um sábado a noite". E este dia foi casca mesmo. Só salvou pelos dvds que pegamos na nova locadora que entramos de sócios: "O dorminhoco", de Woody Allen, que mais parece um filme dos Trapalhões com sexo, drogas e besteirol no meio e "A festa de Babette", que rendeu uma ida a padaria para comprar caviar e muito blinis!!! Delícia!!! E descobrimos que a vingança é um prato que se come.... num restaurante horroroso!!! Os gringos que nos deram bolo no sábado em questão acabaram indo ao Madalosso. Bem feito pra eles!!!!

Ai veio o feriado do dia 12 e depois de muita indecisão, resolvemos ir a Lapa. Não é que o tempo abriu e fez um calor e um sol que eu até vesti saias???? Detalhe: como estou branca!!! Que horror!!! Lapa fica a 60Km de Curitiba, pertinho mesmo. Segundo o Rogerio, mas perto que Petrópolis. Mais um detalhe: para a galera da terra, é um tanto quanto longe. Voltando a Lapa. A cidade é uma graça, parece até cidade cenográfica e pra quem anda vendo "Vale a pena ver de novo" como eu, parece 'Santana', a vila fictícia da novela. Marcinha deu gargalhadas quando falei que era do tamanho da Praça Saenz Peña, mas é mesmo!!! E parece também que parou no tempo, porque, apesar de ter sido uma cidade importante na época da Revolução Federalista (olhem seus livros de história, por favor, para se lembrar dessa época), hoje ela é só uma cidade histórica. Longe de ser abandonada, pelo contrário, é muitíssimo bem conservada. Casarões antigos, pequenos museus, e até o Teatro, onde D. Pedro II esteve, quase do tamanho da nossa varanda no Recreio, está conservado, com as cadeiras originais da época. Parece teatro de boneca. Lindinho demais!!! Apesar de ter a tal comida típica lapeana, não nos aventuramos a almoçar por lá. Tomamos umas cervejas, como é de praxe e por causa do calor, no botequim da praça principal e voltamos a Curitiba para almoçar enquanto todos do bar/restaurante já estavam no happy hour.

Na quinta, após o feriado, começamos a receber as visitas que movimentaram nossas vidas nesses últimos dias. Marco André deu a honra de vir nos visitar (ele estava na cidade a trabalho, claro) e ficamos em casa colocando a conversa em dia. Furo: toda feliz, fiz sobremesa, e não é que o cara não come chocolate???? Na traaaaaaave.

Sexta-feira foi a vez da minha amiguinha queridinha chegar!!! Tissa veio, a passeio (uhhhuuuu) nos visitar. Claro que ela trouxe o frio de volta, né?! Nunca vi pé frio como ela!!! Ok, o Rogerio, mas voltando.... Na sexta, depois de um brinde em casa, fomos a "Casa di Bel", com i mesmo. Bar/restaurante aqui pertinho de casa. Como sempre, nos serviu algum garçom divertido da casa, que lá pelas tantas trouxe um prato de mexericas... Nada a declarar!!! No sábado, Tissa foi acordada com o tradicional café da pensão Vidal Veiga da Costa. E se você não conhece é porque nunca veio nos visitar e se está curioso, venha logo. Em seguida, eu e ela fomos até a Rua Teffé, a rua dos sapatos da cidade. Depois de comprar 1367 botas, voltamos para buscar o Ro (que não agüentaria nunca duas mulheres numa rua dessas) e fomos ao nosso itinerário turístico: Ópera de Arame, Pedreira, Parque Tanguá, Bosque do Papa e inovamos indo ao MON, o Museu Oscar Niemayer ou O Olho, onde também estava tendo a tradicional festa da Primavera, da comunidade japonesa, que dessa vez não foi na Praça do Japão. Coisas de Curitiba, vai entender... Descansamos um pouco e caímos na night. Bom, a Thaissa caiu, porque eu e Rogerio só agüentamos o encontro com a Maíra e a familía da amiga dela Iara, no Bar do Alemão. Depois de alguns milhares de chopps voltamos pra casa, enquanto ela foi para a Vox, boate que toca Anos 80 (sim, aqui também está na moda). No domingo, com muita preguiça e um café da manhã mais para ressacosso do que para o normal, fomos ao Jardim Botânico, feirinha do Largo da Ordem, onde reencontramos Maíra e Iara (tomando água de coco em consequência da noite anterior) para tomarmos a primeira cerveja do dia, afinal já eram duas horas da tarde... Moniquinha foi nos encontrar e partimos para o Parque Barigui. Caminhamos até o bar e voltamos a beber cerveja e comer frango frito!!! Ficamos horas de bobeira, conversando. Foi bom, porque ainda vimos um espetáculo: a competição de balões!!! Lindos, voando baixinho, tocando no lago. Foi ótimo. Fizemos hora o suficiente para sairmos de lá e irmos dar de cara com a porta fechada do Barollo (o melhor restaurante italiano da cidade) que estava fechado para o jantar de domingo. Bateu um desespero incontrolável!!! A fome era tamanha e a frustração... Meu filho, se um dia eu tiver, vai nascer com cara de Barollo (fora as mil outras caras, como caranguejo na Praia de Boa Viagem, mas isso é outra estória). Enfim, fomos parar o Panphyllia (acho que é assim que se escreve), só para matar a fome mesmo, porque a comida nem é tão boa assim. Domingo a noite estávamos exaustos. Dei o maior apoio moral, deitada na cama e já sonhando, a Tissa na sua briga com a mala, afinal, ela tinha colocar as 1278 botas que ela comprou. Tanto esforço para esquecer um sapatinho de boneca aqui.... Sem comentários, Tissa.

O fim de semana foi agitado, mas maravilhoso!!! Nem sei como agradecer a Tissa, que veio pra cá só para nos ver!!! Que honra, né!!?!?!? Ficamos bem contentes!!! Mas na segunda-feira, depois que ela saiu daqui, as 6h da manhã, detalhe, eu voltei a dormir e só acordei a uma hora da tarde!!! Que horror!!! Burra, ainda fui encarar uma academia com série nova. Nem preciso dizer que fiquei mais quebrada do que já estava. AH! Será que alguém em sã consciência gosta de fazer abdominal naquela bola que só deveria existir em barraquinha de quermesse???? Enfim, estou até hoje sem conseguir espirrar e não soltar um pqp junto... E só por causa disso, ando espirrando feito uma louca!!!!

Para terminar, a cidade está toda florida. Tem um ipê roxo em cada esquina, às vezes, ruas inteiras com eles... LINDOS!!! Cultura inútil de palavras cruzadas (mas que já foi questão em prova de vestibular): qual é a árvore símbolo do Brasil??? O Ipê!!!!

quinta-feira, outubro 06, 2005

Ninguém merece

Ok, parece chato e é mesmo, mas é impossível não voltar aqui e mais uma vez reclamar do tempo. Aí, numa boa, o frio a gente suporta. Passa a andar com três calças e quatro blusas, aprende a andar de bota, coloca cobertor de lã em cima do lençol, dorme com dois edredons, compra aquecedor, toma um vinho, bebe chá quente de noite, etc. Enfim, sempre se arruma uma maneira de driblar o frio. Agora, tempo ruim, não... Causa mau humor, impede a abertura das janelas para ventilação, não dá pra andar na cidade, não dá pra sair de casa, acarreta uma série de problemas que só passando 7, sete, eu disse, SETE finais de semana sem sol pra você perceber a gravidade do problema.

A última semana de sol intenso, com duração de mais de dois dias, foi em agosto. Precisamente dia 28 de agosto, segundo o Paraná TV (o RJ TV daqui). Segundo o mesmo jornal, já choveu neste período mais de 30% do que o normal. E a previsão segue ruim. Neste sábado, entraremos no sétimo final de semana consecutivo sem sol na cidade. Estou começando a entender o mau humor londrino....

Foi mal pelo desabafo, mas esse tempo tem me deixado mais mau humorada do que às vezes eu posso ser. Aproveito a deixa do mal tempo (que sempre vem associado a frio, apesar da temperatura estar começando a aumentar) pra falar uma ou duas coisas sobre aquecedor: compramos um aquecedor portátil, a óleo. Ele é ótimo, esquenta que é uma beleza, mas estamos aprendendo a ter certos cuidados com o bichinho. Um dos truques para esquentar a cama é cobrir parte do aquecedor com a coberta, ou seja, colocar o aquecedor bem próximo ao pé da cama e deixar uma brecha para o calor entrar. Bom, se o lençol for claro, meu amigo, não faça isso. Ou ganhará uma mancha enorme a la ferro queimado no seu lençol. Sim, a teoria foi comprovada por nós. Outra teoria comprovada é a roupão no aquecedor... Ele fica que nem barra de presídio... e é claro, queimado...


Já começamos contagem regressiva para irmos de visita ao Rio!!! ;-)

sábado, outubro 01, 2005

Será mesmo que o céu é azul????

Se for, não é em Curitiba: já estamos na terceira ou quarta semana de céu cinzento, frio e chuva. Ok, um ou dois dias o tempo até abriu, mas foi só para dar aquele gostinho, sabe? Como tirar o doce da boca da criança. Enfim, nota-se também que com isso os humores, neurose e qualquer astral mais elevado está em falta, né?! E eu vendo no msn todos os cariocas reclamando por uns três ou quatro dias seguidos de chuva... ai, ai, cadê meus sais!!!!!!!!!

Nesse meio tempo, pouca coisa aconteceu aqui em Curitiba. Comecei essa semana um curso de bijux. Mais para passar o tempo do que qualquer outra coisa, porque como suo e muito na mão, fazer qualquer trabalho manual é um desespero. Mas é divertido...

Semana passada conhecemos mais um bar bacana: Bar da Brahma, que pela informalidade e pelos petiscos lembra muito o Rio. Aliás, o bolinho de carne seca é simplesmente maravilhoso. Acho que nem no Rio comi um igual. Sem contar que servem chopp, artigo de luxo em Curitiba: aqui é só cerveja de garrafa.

Ro me deu o novo CD da Maria Rita. Gostei, mas prefiro o primeiro, acho mais alegre e ela canta sorrindo. Faz toda a diferença. De qualquer maneira, vale a pena.

E claro, as novidades do Rio são sempre as melhores: Joana é o nome da minha mais nova sobrinha, filha dos queridíssimos amigos Victor e Patrícia. E a bomba do ano: Strellita vai ser mãe!!! Linda, linda, linda!! Surpresa enorme, mas é mais uma criança para a creche pucquiana!! Heheheheh

AH!!! Arrumei uma costureira. Acreditem se quiser: para fazer o vestido de casamento da Nanda, ela está me cobrando R$ 60,00.... Bom, vamos ver o que vai sair daí, porque por esse preço, acho que nem na C&A eu compro um vestido. Se não der certo, vou ter que gastar os tubos pra arrumar um, mas tudo bem. Depois aviso como ficou.

Tinha pensado em escrever sobre uma certa música e um cantor ridículo que conseguiu ridicularizar o nome Renata. Mas o meu desprezo é a minha maior arma. De qualquer maneira, se eu pudesse processaria essa babaca. Que raiva que eu tenho dessa música.

quarta-feira, setembro 21, 2005

Primavera chegando... só se for em outro lugar!!!

Temperatura amena, dias bonitos, flores, cigarras, etc, etc. Bom, se ela está chegando, está muito devagar ou vai demorar a bater a nossa porta, porque aqui tá tudo menos com cara de que a primavera está chegando. Foram mais de oito, oito, eu disse OITO dias de céu cinzento, chuva e muito, mas muuuuuuito frio mesmo!!!!! Essa semana o sol resolveu "trabalhar", deu suas caras, mas mesmo assim, acho que ele ainda está de férias, porque esquentar que é bom, neca de pitibiriba! Mas não podemos reclamar muito, afinal, ele ainda existe!!! E não há cigarras na cidade, o que as vezes é bom, porque lá no Rio elas faziam um barulho de irritar!!! E minhas plantinhas estão lindas, inclusive o manjericão que está ficando cada vez mais bonito!!!

De resto, sem grandes novidades. Tivemos notícias ruins do Rio, referente a amigos. Parte chata de estar longe: nos maus momentos. E nos bons também, afinal acho que vai ser uma menina a filha do Victor e da Patrícia e eu não estou lá para dar beijos na barriga (adoro barrigas de grávida, se é que já não falei isso aqui antes!!!!). AH!!! Pedro, meu sobrinho do meio, perdeu seu primeiro dente!!!! Fofo e já virando um homemzinho, né?!

No fim de semana, por causa do frio, fomos ao cinema e pegamos mais 4 filmes na Blockbuster!!! Apesar do cd do Constantine estar ruim, conseguimos entender o filme. Legalzinho, mas continuo achando que o Anjo Gabriel é gente boa. No cinema vimos 2 Filhos de Francisco. Parabéns a Panda!! Belo roteiro!!! Impossível não elogiar a participação especialíssima de Leo Barros, sou fã dele!!! (hehehehehe - ok, essa piada acho que só eu entendo!!!). Em DVD vimos ainda Alfie - bonitinho mais ordinário, Mar Adentro - belíssimo e Espanglês - simpático (e ela é linda, peloamordedeus!!!).

sexta-feira, setembro 16, 2005

Floripa, frio, vento, Lagoinha do Leste e Chez Altamiro

Tá um frio enorme nesta terra curitibana, essa semana choveu todos os dias e meus dedos estão congelando. Essa é a desculpa para ficar tanto tempo sem escrever e não contar nada ainda sobre a viagem a Floripa.

Foi ótima, aliás. Pena que só fomos a praia de calça (ok, nos primeiros dias fui de bermuda, mas me arrependi amargamente...), casaco e o biquini só serviu mesmo como calcinha e sutiã. A estrada até Floripa é ótima, pena que saímos junto com TODOS os curitibanos, até mais ou menos metade da viagem só tinha carro com placa da capital. Se bem que em Floripa também só encontramos placas de Curitiba e os únicos loucos com placa diferente éramos nós (RJ).

Ficamos numa pousada no Canto da Lagoa. Simples, mas confortável e relativamente barata. Quase central, levando em consideração que nada é central na Ilha de Santa Catarina. Sim, não é Floripa, quem mandou não estudar direito. Eu não tinha noção que a ilha era enorme e Florianópolis era só uma parte pequena dela. Até porque todas as outras praias são distritos e ligadas por estradas estaduais. Ou seja, ir sem carro pra lá é roubada na certa. AH!!! Como eu O-D-E-I-O chuveiro elétrico...

Conhecemos quase todas as praias da Ilha: Praia Mole, Ingleses (ironicamente é a preferida dos argentinos), Canasvieiras, Sambaqui, Beira-Mar, Ribeirão da Ilha, Joaquina, Praia da Barra ou do Forte, Daniela, Jurerê Internacional (um grande condomínio a la Barra da Tijuca - impressionante, casas maravilhosas sem cerca, lembrando aquelas dos subúrbios americanos), Santinho (a do Costão), Pântano do Sul, Lagoinha do Leste (sim, conseguimos chegar lá e merecia um capítulo a parte. É loucura enfrentar aquela trilha ainda mais com um "mané" meio doido - somos pára-raios de malucos sempre - cheia de pedras e ainda por cima conhecer a tal da casa das garrafas, bizarro. Consegui acabar com o meu joelho, mas valeu a pena. Só não volto!!!), Praia Brava.

Tiramos um dia ainda para irmos até Praia do Rosa e Guarda do Embaú. Erramos o caminho (essa parte da estrada não está duplicada e é horrível) e fomos parar em Barra de Imbatuba ou outro nome que não lembro. É um porto, mas também tem uma praia linda, onde o vento é tão forte que se levássemos a Thais (minha sobrinha magricela) e colocássemos uma rabiola, daria uma bela pipa humana!!!! (isso foi coisa do tio Rogerio, ok, Thais??) Guarda é a praia do Paulo Zulu, mas infelizmente não encontramos com ele. É uma bela praia, se tivesse sol, teríamos curtido mais.

Não, nós não comemos sequência de camarão. Nos lugares que fomos comer achamos que a sequência era o maior pega turisma. Em compensação, nunca comi tanta ostra na minha vida. Delícia!!!!!

Foi meu aniversário no sábado e de noite, depois de duas ou três tentativas frustradas de irmos aos restaurantes que os guias indicavam, fomos ao Chez Altamiro. Um pequeno "bistrô", o único francês da ilha (a maioria é açoriano ou contemporrâneo ou sei lá o quê), com apenas 4 mesas, longe pra dedel (fica em Rio Vermelho perto da Praia de Moçambique, a única que o Rogerio não conseguiu chegar - era ele quem estava dirigindo, fosse o contrário, era mole de chegar lá). Esse também era pra ser um capítulo a parte. Depois vou tentar escrever. Foi divertidíssimo!!! Além de termos comido muitíssimo bem. Caro, mas valeu a pena!!!

terça-feira, setembro 06, 2005

Uma ou duas coisas antes de Floripa

Rapidinho: ficarei sem postar até semana que vem. Feriado prolongado, merecidas férias (principalmente pro Ro) e vamos pra Floripa amanhã de manhã. Nenhuma novidade, porque, aparentemente, Curitiba inteira vai pra lá. Enfim, quero só rapidinho dizer algumas coisinhas:

- Victor e Patrícia: estamos muito, muito, mas muito contentes com o sobrinho(a). Já é muito querido e amado.

- Pedro Paulo e Andréia: João Pedro também já muito querido e amado. Mandem fotos de barriga!!! Quero ver!!!

- Calma, calma, o instinto maternal está super aguçado, mas ainda vamos esperar um pouco mais....

- PR, conte comigo e continue com essa força!!

- Fervil: onde quer que você esteja, Feliz Aniversário, virginiano mais do que querido.

- E quero receber ligações, emails, recados, mensagens... afinal, 3.2 não é sempre, né!?

beijocas e inté a volta.

segunda-feira, setembro 05, 2005

Morretes, capivaras, ... 3a e última parte, prometo!!!


Prometo mesmo!!! Até porque estamos indo viajar e tenho que terminar este assunto, afinal, quando voltarmos quero começar outro!!!

Bom, vou tentar resumir o resto da viagem!!! No sábado, pela manhã, nos reunimos (depois de um delicioso café da manhã) para o passeio/caminhada até a cachoeira mais próxima. Águas, barras de cereal, repelente e protetor solar (pra quê ainda não sei até agora) na mochila da Flávia e lá fomos nós. Perto da pousada mesmo começava a trilha, que seguia no meio do mato. Mata fechada mesmo, mas com árvores, flores e muitas, muitas bromélias espalhadas pelo chão. Aproveitamos e colocamos algumas em pontos estratégicos para buscarmos no caminho de volta. A caminhada foi bem puxada e monitoramos com o Polar que a Flávia levou. Basta dizer que quando usei meus batimentos cardíacos chegaram a 170. Sei lá porque, a Flávia explicou que se chegassem a 180, eu teria que parar ou meu coração explodiria!!! Bom, menos mal que a partir desse ponto a subida foi tranqüila e meia hora depois chegamos a cachoeira. Não era nenhuma cachoeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiira, era uma cachoeira bonita. Limpíssima, mas com uma água gelada que Deus me livre. Flávia, corajosa, entrou e encheu tanto o saco que convenceu o guia a entrar. Eu e Moniquinha apenas molhamos nossos cabelos, Ro nem isso fez. Mas aproveitou e foi com o guia até uma outra parte da cachoeira para tirar umas fotos. Depois de 2h estávamos de volta a pousada: roxos de fome e com muitas visitas!!! O governador do Paraná almoçou por lá, mas como todo mundo aqui almoça (e janta) com as galinhas, eram duas e pouco da tarde e ele já tinha almoçado e ido embora.

Provamos o Barreado no almoço, prato típico da região. Lembra muito uma carne assada, mas é mais cozida, portanto, toda desfiada e misturada com a farinha e o arroz vira quase uma papa. Nada demais, mas com a fome que estávamos deu pro gasto (na verdade, se tivesse o jantar da noite anterior teria feito mais sucesso!!!). Um breve descanso e fomos para a cidade. Morretes parece aquelas cidades cenográficas das novelas de época da Globo: tem a Igreja, tem um rio que corta a cidade, uma ponte, um chafariz e um coreto. Neste momento deveria descrever o que a Flávia comentou sobre o coreto, mas é melhor deixar passar. Voltamos para a pousada, descansamos um pouco e nos arrumamos para a grande noite. Jantar caprichado (de novo, nada bate o jantar da sexta-feira), calibrados com o Hakuna Fogo e algumas caipirinhas fomos assistir ao “pocket show” do faz tudo da pousada, o Jeff. Algumas canções típicas daquela rodinha de violão e o cara propôs uma confraternização entre todos os hóspedes, nós contribuímos com a garrafa de tequila que levamos. Nem é preciso dizer que não deu muito certo, né?! Um brasileiro que vive na Inglaterra desatou a falar bobagem, um gaúcho que citou certas cidades que nem no mapa encontramos, uma curitibana que acha a cidade muito violenta e eu, segundo o Rogerio, falando pelos cotovelos (não me lembro desse detalhe, mas a culpa foi da tequila). Resumo da ópera, o próprio Jeff ofereceu café da manhã nos chalés pra todo mundo e eu recusei os nossos, afinal, somos guerreiros demais e no dia seguinte acordaríamos cedo para o dito café.

Sim, acordamos. Não me pergunte como e foi uma surpresa para todos aqueles que estavam em suas varandas tomando café. Definitivamente: tequila faz mal a saúde. O resto do dia foi normal, ou seja, ressacosso. Antes do almoço ainda fomos a Antonina, mas o nosso ânimo era tanto que nem descemos do carro. Por volta de umas 15h partimos de volta a Curitiba pela Estrada da Graciosa. Famosa, simpática, com uma vista linda, mas que nem aproveitamos, pois foram mais de 10km de tensão já que o tanque estava só com cheiro de gasolina. Mas não precisamos empurrar carro ou “chupar” gasolina, pois conseguimos chegar a um posto a tempo.

AH!!! Mal chegamos em casa e nos arrumamos: fomos ver “A casa dos budas ditosos”. Simplesmente maravilhosa!!! Vale a pena!!!

Bom, agora estamos em contagem regressiva para a próxima viagem. Esta semana tem feriado nacional (07 de setembro) e aqui em Curitiba no dia 08 (padroeira da cidade). Rogério conseguiu enforcar e vamos aproveitar para comemorar o meu aniversário (pra quem não lembra ou não sabe é no dia 10) em Florianópolis. Só esperamos que não sejam férias Kodak (aquela do sol no último dia, lembram?), porque o tempo não está querendo colaborar muito.


Inté a volta!!!

segunda-feira, agosto 29, 2005

Morretes, capivaras, lendas e tequila – não necessariamente nesta ordem – Parte 2

Definitivamente, o Parque Barigui é o verdadeiro lar das capivaras. E elas são organizadas e metódicas: todos os dias (pelo menos os que estivemos lá), elas migram da sombra da ilhota do meio do lago para o sol do braço mais movimentado do parque. Pontualmente às três horas da tarde. E nesse último domingo não foi diferente: depois da nossa volta pela ‘ciclovia’, paramos, deitamos na nossa manta e ficamos ali esprando por elas!!! E de novo, tiramos fotos da migração e do êxodo de curiosos para perto das bichinhas!!!

A lenda do título também se refere ao Parque Barigüi (não, nossa vida não gira em torno apenas do parque, ok?!!?! É só um teste para vermos se falta muito para virarmos legítimos curitibanos – graças a deus falta bastante!!!) e ao jacaré que lá vive. Nas primeiras vezes que fomos ao parque vimos a placa que se refere a presença do único animal selvagem no Parque, porém que ele nunca tinha atacado ninguém, etc, etc, mas que de qualquer maneira era pra ter cuidado, etc, etc. Bom, pensamos: é caô... colocaram essa placa só pra ninguém inventar de tomar banho no lago (certamente no Rio, estariam todos se refrescando nas águas do Barigüi!!). E nada de acharmos o jacaré. Até que numa das nossas idas, em que paramos para tomar cerveja e comer frango frito no único boteco do parque, vimos o dito cujo: em meio as capivaras, tartarugas, patos histéricos e garças irritantes. Estava ali, imóvel, tranqïilão, mas com cara de poucos amigos. Faltou pouco para ele não se intrometer na briga escandalosa dos patos. Bom, mais uma lenda caída. AH!!! Detalhe, na semana seguinte, descobriram mais dois jacarés no Parque, provavelmente largados ali por algum louco que os comprou achando que eram apenas lagartos gigantes. Aliás, essa notícia foi primeira página do jornal, afinal eles podem resolver procriar, e ai, ninguém segura os jacarés.

Morretes, tequila??? Deixa pra amanhã!!!