quarta-feira, julho 19, 2006

Prestígio abaixo de zero

Têm coisas que estão além da minha santa compreensão. Ou seria eu muito burra por acreditar em coisas que seriam básicas para a nossa vida!? Não, não estou falando de paz no Oriente, menos corrupção na política nacional ou qualquer outra coisa parecida. Queria apenas viver numa terra mais justa e decente.

Como justificar que um jogo como Flamengo x Vasco, clássico agora em edição inédita numa final pela Copa do Brasil não será exibido pela Globo, só porque tem São Paulo, na Libertadores!? Francamente... Bom, por outro lado, nos livramos de uma narração do Galvão Bueno. É, acho que pensando bem, isso não é tão ruim assim.

Mas como, como aceitar, entender, compreender, etc, etc que Curitiba não esteja incluída na turnê do Chico Buarque?!!? Campinas e Ribeirão Preto são mais importantes do que a capital paranaense!? E ele já tem agenda lotada até junho do ano que vem!!!! Socoooooooorrroooooo....

Menu de uma Copa

Ok, ok, to super atrasada nas notícias sobre a Copa do Mundo direto de Curitiba, né?! Eu sei, eu sei. Sei também que ninguém agüenta mais ouvir, ler ou falar sobre o escrete canarinho Master ou mesmo sobre a aposentadoria da cabeça do Zidane, mas eu preciso registrar algumas coisas.

A Copa do Mundo para a torcida carioca do Batel na verdade foi uma boa desculpa para uma pequena orgia gastronômica e etílica. Não teve um jogo sequer, que não tenhamos arrasado na cozinha e, claro, na bebida. Vamos lá:

1° jogo: cachorro-quente especial. Ficou divino, como sempre, e claro, lembrou demais ao que a minha mãe fazia. Mas inovamos no aperitivo, além do tradicional pão de queijo, fiz uma “brusqueta de pesto”, para dar um nomezinho especial. Delícia, campeã e foi repetida em todos os outros jogos (assim como o pão de queijo).

2° jogo: repetimos o cachorro-quente, ficou tão bom (e sobrou tanto), que não podíamos desperdiçar.

3° jogo: finalmente criamos coragem e fizemos nossa primeira feijoada!!! Eu e Moniquinha, que comandou magistralmente a panela de pressão. Eu devo dizer, que aquele barulhinho ainda me dá nos nervos. De comer sentada no chão. Ficou maravilhosa!!!!!

4° jogo: hora do almoço, parte da torcida tinha que voltar pra trabalhar e encaramos de novo a feijoada.

5° e último jogo: nos precipitamos... Devemos saber que nunca, nunca, nunca, podemos preparar frango quando estamos jogando contra os franceses... Eles adoram frango... Bom, comemos bem revoltados, mas desceu maravilhosamente bem o frango assado com manteiga de ervas, mais as batatas assadas com alecrim, a farofa de cenoura e o arroz de brócolis para completar. Divinos!!!!!

Na final, resolvemos assistir juntos também e fazer o tradicional almoço de domingo aqui em casa. Dessa vez, com os cariocas Renata Vidal (a xará), Murilo e Léo (e, claro, os demais membros da família). No menu: festival de massas e molhos. Funghi (o da Moniquinha que é delicioso), bolonhesa (para o Daniel, que não veio), pesto, quatro queijos e de camarão. Sobremesa: petit gateau, que finalmente saiu direito (o forno daqui não serve para coisas muito delicidas, a chama baixa dele é igual a chama mais alta do Rio, um perigo).

AH!!! E sem contar as outras sobremesas: quindim (Moniquinha), pudim de leite, mousse de chocolate e a torta de chocolate do Jamie Oliver, que também é perfeita.

Ou seja, enquanto o Ronaldo emagrecia para fazer vergonha na Copa do Mundo, a gente engordava fazendo muito bonito na cozinha!!!!

sexta-feira, junho 30, 2006

Imagens da Copa





Torcida do Batel reunida para assistir a estréia do Brasil na Copa do Mundo de 2006!!!!!





Moniquinha, concentradíssima para assistir ao Brasil derrotar, por apenas 1 x 0, a Croácia....

O Ro ficou lindinho de peruca, né!? E ela coube direitinho na cabeça dele....
O Fernando teve a coragem de dizer que ele ficava melhor com a peruca... Francamente....
Smirnoff Ice, cachorro-quente, pão de queijo, torta de maçã junto com a vitória brasileira, leva a torcida a loucura!!!! E não é que até a Moniquinha ficou bonitinha com a peruca.
Depois da vitória fomos pra rua saber como os curitibanos comemoram. Não sei se pelo frio ou porque eles são esquisitos mesmo, mas a comemoração deles é ficar dando volta de carro... Vai entender. Com saudades da nossa terrinha, paramos no Aos Democratas, o bar mais carioca da cidade, onde um garçon, ex-aluno de publicidade da PUC, me reconheceu...

terça-feira, junho 13, 2006

É hoje!!!!


Da janela da área do nosso apartamento!!!!



De perto...




Outros vizinhos...

segunda-feira, junho 12, 2006

Notícias direto da Alemanha

Os azzurras são os jogadores mais bonitos da Copa. E não precisa entender nada de futebol pra saber disso. Toda pessoa (e não precisa ser mulher) que aprecia a beleza masculina sabe perfeitamente bem que os italianos são os jogadores mais, mais, bonitos (de novo) da Copa. Além de bonitos, são elegantes... Mas isso, qualquer um que lê as colunas sociais, de moda, comportamento, femininas, etc, etc, sabe disso também.

Ok, o Beckham também é lindo (e o filho é bem feinho, viu?!). Até o Kaká deu uma melhorada para o meu gosto, depois que cortou o cabelo e ficou, digamos, mais moderninho.

Bom, mas voltando a seleção italiana. O que eu queria dizer é que, além de serem lindos, o cabeleireiro deles deve ser o melhor da Itália. Só isso pode explicar como o camisa 16, Camoranesi, consegue ter aquele rabo de cavalo perfeito jogando futebol. Alguém reparou como a chapinha dele era maravilhosa???? Aquele cabelo é mais liso que o da Fátima Bernardes!!!!

A Copa começou!!!!

O veranico de maio acabou e o frio de junho veio pra ficar. Por isso, hoje, pra comemorar o dia dos namorados, um fondue rápido e prático, porque o romantismo passou longe e ainda por cima é segunda- feira: dia de Lost e 24 Horas.

Aviso: não, eu não sou uma nova espectadora de Lost – como 70% dos perdidos por Lost tão anunciados, sou fã antiga (se é que é possível já que a série é relativamente nova), desde quando ela começou a ser exibida em março do ano passado pelo AXN e até hoje só perdi um episódio, justamente na época da mudança para Curitiba, porque o hotel não tinha AXN... E sim, sou daquelas fãs que perdem tempo na internet procurando as teorias mirabolantes. E sou paciente, já que espero os episódios serem exibidos pelo canal e não os baixo da internet (ok, nem tão paciente, já que leio os resumos semanais no site oficial). Enfim, é só pra deixar as coisas bem claras, ok!?

Voltando a vaca fria (e põe fria nisso), o fim de semana sem um dos membros da nossa família curioca foi tranqüila. Muitos filmes no DVD (o que um home theater não faz), caipirinhas feitas pelo Ro e visita à Casa Cor da terra. Aliás, tudo é muito over... Lembra-me muito aquela galera que sai dos seus bairros de origem e vai direto pra Barra da Tijuca, sem ao menos fazer uma escala na Tijuca, Botafogo ou Catete, pra vivenciar coisas novas... Paredes folheadas a ouro e lustre que gira num quarto de casal só porque é a última tendência dos salões de Milão é demais pra minha cabeça...

E hoje, finalmente, iniciamos nosso plano Verão 2007: fizemos nossa matrícula na academia... Vamos ver até quando esse plano dura...

AH!!! Cortei relações com a máquina de costura. Minha mãe levou com ela todos os seus segredos e se eu não fui capaz de aprender quando ela podia me ensinar, também não sou capaz de desvenda-los agora, então, aqui se encerra uma promissora carreira de costureira...

Copa 2006:

- Juro que eu usei minha corneta quando a Costa do Marfim fez um gol na Argentina... Mas não ouvi um VIVA sequer na janela... Esses curitibanos me decepcionam, viu?
- Mas eles estão tentando se redimir: uma construção aqui pertinho de casa colocou um bandeirão no topo do prédio. Amanhã tiro foto.
- Salsichas compradas: amanhã é dia de cachorro-quente e muuuuito pão de queijo.
- Estou adorando o Blog dos colunistas.


PS: ainda não achei um lugar com Festa Junina... Continuo na busca.

terça-feira, junho 06, 2006

Mais frio que em Königtein

Animada pela minha amiga Lívia e pelos coleguinhas na Alemanha, vou enviar aos meus amigos informações atualizadérrimas da Copa do Mundo, direto de.... Curitiba, é claro!

Pra começar é o seguinte: se depender do ânimo mostrado pelas ruas da cidade (digo isso pra quem está acostumado a passar diariamente pelo Alzirão) o Brasil leva a taça de campeão da Copa de 2022, talvez... Quem sabe, quando ninguém mais lembrar que o Cafu era capitão do time ou coisa parecida. Aqui, a gente só lembra que estamos há menos de uma semana do início da Copa, porque somos pessoas bem informadas: vemos todos os dias a Fátima Bernardes dar boa-noite ao Bonner, direto de Königtein.

Ok, ok, tô exagerando. Tem uma outra casa/apartamento com uma bandeira do Brasil pendurada na janela e algumas lojas da 7 de Setembro (a rua da Alfândega curitibana) que tem enfeites e cornetas para alegrar a torcida.


Ruas enfeitadas com bandeirinhas, pintadas no chão incentivando o escrete canarinho (é assim que colunista esportivo adora escrever!), isso é coisa de carioca mesmo. O povo civilizado, educado e chato daqui gosta das coisas mais arrumadinhas e sem bagunça.

Como não somos muito civilizados, pouco educados e nenhum pouquinho chatos, já estamos preparados para a Copa: bandeira pendurada na janela (do lado de dentro mesmo porque é proibido pelo prédio, mas já é alguma coisa), camisetas para a família, cornetas para azucrinar a vida dos vizinhos, perucas, toalha e copos verdes e amarelos, cerveja, pão de queijo (que não pode faltar durante os jogos) e Smirnoff Ice, devidamente comprados só esperando para o dia 13.

AH!! Dizem que a comemoração é aqui pertinho, na Av. do Batel. Só quero ver!!!!


PS: também dizem por aí que estamos na época das festas juninas....

quarta-feira, maio 31, 2006

O tipo de queijo

Conversa ouvida durante um churrasco qualquer:

- Queijo?
- É, queijo coalho.
- Poxa, queijo com alho. É muito comum isso na praia, né!? Mas nunca pedi, não gosto.
- Não gosta, como não?!
- Pô, queijo com alho não dá, né?!
- Não, não, é queijo coalho.
- Então, esse mesmo, que vem até com orégano. Queijo COM ALHO.
- Não. Não é queijo COM ALHO. É queijo COALHO.
- Ué, não leva alho...


Como diz meu amigo Anselmo Gois: pano rápido.

terça-feira, maio 30, 2006

Vida monótona, onde?

Tenho que confessar: a vida que levamos aqui não anda nada monótona. No ano passado, teve época que brincávamos um com o outro: “lembra quando não tínhamos tempo no fim de semana pra fazer tudo o que planejávamos? Pois é, que saudade, não!?”. Isso acontecia muito no Rio e de repente, aqui em Curitiba, vimos que tínhamos tempo de sobra e não sabíamos muito bem o que fazer com esse tempo “extra”. É estranho dizer isso, mas juro que é verdade.

Agora, a coisa mudou de figura. Literalmente. Os últimos finais de semana e até mesmo meio de semana têm sido demasiadamente agitados. Não, não estou reclamando. Quem me conhece, sabe que adoro essa vida agitada.

Depois que voltei de Sampa (foi aniversário da Laura e fiquei por lá uns 4 dias – foi ótimo: joguei queimado com as crianças, quebrei meu celular, encontrei com a Bia, fui ao cinema, comi a picanha do Jacaré, conheci Elisa, ganhei presente de casamento – ainda! -, e acabei a noite num bar gay), fizemos mil e um programas. Claro que sem a companhia dos “filhos”, metade do que fizemos não teria a mesma graça e nos divertimos bastante.


Vamos a mais listinha para tentar resumir a nossa programação:

- Boliche com o pessoal da empresa do Ro;
- Pizza, com um petit comitê do pessoal da empresa do Ro (devo dizer também que dessa vez quase levantei da mesa e fui embora depois de notar que fiquei mais de meia hora de boca fechada, ouvindo 10 pessoas falando sobre trabalho, deles, é claro);
- Comecei a fazer aulas de corte e costura;
- Cinema: Código da Vinci e X-Men 3, nos dias de suas respectivas estréias;
- Taco el Pancho (depois do Código da Vinci);
- Casa di Bel (depois do X-Men 3);
- Mademoiselle Chanel – teatro, maravilhoso!!!!! (leia “crítica” no blog do Ro);
- Botequim (depois do teatro);
- Aniversário do Ro, comemorado com um jantar só nosso no Terra Madre (muuuuuito bom);
- Almoço de domingo na casa da Moniquinha;
- Churrasco do Ro aqui no play;
- Churrasco com as sobras e jogo do Flamengo na casa da Renata Vidal (isso mesmo, minha amiga homônima);
- Frio enlouquecedor!!!!

- Veranico de Maio!!!

Acho que isso resume bem o que foram as últimas duas semanas aqui em Curitiba. Não temos nada programado para as próximas, mas a Copa do Mundo vem aí, e então, montaremos uma bela arquibancada no melhor estilo Maracanã para assistirmos ao Brasil (quaquaquaquaqua – sim, eu não acredito nessa seleção) jogar pelo hexa.


AH!!! Aliás, é Copa do Mundo????? Só se for em outra cidade, porque acho até que Weggis é mais animada e enfeitada do que Curitiba. Se bobear, nem a bandeira vou poder colocar na nossa janela...

segunda-feira, maio 22, 2006

Um ano de Curitiba

Dia 15 de maio é definitivamente um dia bem especial e marcante em nossas vidas. Em 1998, neste mesmo dia começávamos a namorar!!!! Ohhhhhh, que lindinho!!! Depois de beber do Mercadinho São José, partir para São Conrado pr’uma festa de aniversário frustrante e acabar a noite no Hipódromo, finalmente começamos nossa história. Quer dizer, ela já tinha começado muito antes, mas boa parte dos amigos/leitores já conhece e deve estar de saco cheio de ouvir. Enfim, a idéia é contar sobre o dia 15, que também é dia do aniversário da Nanda, minha melhor amiga, querida, madrinha e que desde 1982 está sempre ao meu lado.

Em 2005, no dia 15 de maio, eu pegava um avião em São Paulo, enquanto o Rogerio embarcava no Rio em outro avião. Mas o destino era o mesmo: Curitiba. Nos encontramos no aeroporto e viemos juntos para o hotel onde ficamos hospedados durante nossa primeira semana na capital paranaense, enquanto eu arrumava nossa casa. Foi uma semana intensa, de muito trabalho para organizar a casa inteira e ainda abrindo e descobrindo presentes de casamento. Quanta coisa, gente!!!!! Um exagero!!!

E já faz um ano que estamos aqui... O tempo passou rápido demais. Dizem que quanto mais velho você fica, mais rápido o tempo passa. Tenho a impressão de que isso é verdade. Pensei em fazer um balanço desse período, mas
é complicado, de qualquer maneira, acho que podemos dizer que sobrevivemos bem. Tivemos nossos altos e baixos, mas isso deve ser normal. Vou tentar listar alguns pontos negativos e positivos desse primeiro ano. Talvez esqueça algumas coisas, mas no final deve estar quase tudo aqui:

Negativos:

- ainda não arrumei emprego;
- Rogerio trabalha e viaja demais;
- passo muito tempo sozinha e conversando com as paredes ou plantas;
- engordamos, e muito;
- a saudade da família e dos amigos;
- ir ao Rio, às vezes é complicado demais: demanda da família e dos amigos, além da saudade na hora do retorno;
- o frio;
- a frieza dos curitibanos;
- o trânsito ou melhor, os motoristas da terra (como dirigem mal!!!);

Positivos:

- muitas viagens e passeios;
- ir ao Rio é sempre gratificante;
- estamos mais unidos do que nunca;
- a alegria dos amigos cariocas em Curitiba (nossa família aqui);
- nossa vida cultura: nunca fomos tanto ao cinema ou ao teatro como agora;
- estou aprendendo a ser mais mulherzinha: cozinhar, costurar, mexer nas plantas;
- temos a companhia da Mafalda.

Devem ter outros pontos positivos e negativos, como em tudo na vida. Mas como já falei, acho que estamos nos saindo bem e mesmo com toda mudança e toda a dificuldade de adaptação, estamos felizes e aprendendo cada vez mais. E isso é o mais importante.

Que venha o segundo ano, então!!!!

PS: amanhã, 23, é aniversário do Rogerio, não esqueçam!!!!

terça-feira, maio 09, 2006

São Francisco do Sul em imagens

Vamos ver se dessa vez esse blog não encrenca comigo e me deixa postar algumas fotos da nossa querida Mafalda e sua primeira viagem!!!!

Ao lado, nossa pequena tomando um pouco de sol, em casa ainda, para fortalecer sua "pele".


Praia de Itaguaçú, já em São Francisco do Sul. O lugar parece Arraial do Cabo ou até mesmo Cafo Frio no início dos anos 80: muitas ruas de areia ou terra, casas sem cercas. A diferença fica por conta das casas na beira da praia. Parece que a revista "Casa & Jardim" passou por lá e resolveu fazer um concurso para a casa mais bonita e bem decorada. São maravilhosas!!!
Eu e meus dois "filhos", Moniquinha e Fernando. Reparem na casa ao fundo.... Isso sim é que é vista eterna para o mar.

Fernando e sua irmãzinha, num momento fraternal...

Fazendo brincadeiras com a pequena. Só não pode dizer que é a cara do pai!!!!

segunda-feira, maio 08, 2006

Mafalda e sua primeira viagem

Sim, amigos, seu nome é Mafalda. Nossa filha tartaruguinha finalmente ganhou um nome: Mafalda. Homenagem à querida personagem do Quino e a mim, que desde que morei em Buenos Aires sou apaixonada por aquela baixinha mal-humorada, sarcástica e bem debochada. Ela só não se parece mais comigo, porque não costumo a acordar com o cabelo tão despenteado como o dela.

Sua primeira viagem foi para São Francisco do Sul e esquecemos de perguntar se a pousada aceitava animais, mas levando em consideração ao tamanho da Mafalda, realmente, não achamos necessário. Tínhamos que levá-la conosco, porque era feriado prolongado e mesmo sabendo que ela pode ficar um dia sem se alimentar, achamos uma injustiça com a pequena: sozinha em casa e quase três dias sem comer. Decidimos levá-la e com isso tínhamos algumas providências a tomar: achar um lugar apropriado para a sua locomoção e não esquecer da ração e do documento que precisamos sempre carregar para a polícia não achar que estamos com um animal ilegal ou fazendo algum tipo de contrabando ou sei lá o quê. Enfim, essa parte toda, quem cuidou foi o Rogerio, porque de vez em quando, ele é mais organizado do que eu.

Ele a colocou num potinho desses de plástico, iguais aos famosos tapeware (???), mas que veio junto a um óleo Lisa que compramos quando fomos morar juntos. Por isso, quase que o nome da Mafalda visou Lisa (tem um adesivo grudado no potinho). Rogerio quebrou parte da tampa pra ela poder respirar e pegou uma pedra do vaso da nossa árvore, só pra ela de repente ter com o que brincar.

Pegamos Fernando e Moniquinha e paramos para o tradicional café da manhã na Provence. Primeiro estresse: será que ela não vai fugir do potinho enquanto estamos tomando café?? Devo confessar que fiquei o café da manhã inteiro pensando nisso.Lá pelas tantas até pedi pro Rogerio ir ver como ela está, mas ele não me deu muita bola: isso é nervosismo de mãe de primeira viagem, ela está bem. Terminamos o café, voltamos pro carro e era verdade: ela estava tranqüila em cima da pedra só nos esperando para seguirmos viagem.

São Francisco do Sul é uma ilha de Santa Catarina, pertinho de Joinvile, onde se encontra o terceiro principal porto do sul, depois de Paranaguá e acho que Itaguaí (não lembro o nome). Pra quem acompanha o blog, sabe que já estive por lá com a Moniquinha, mas que o Rogerio não conhecia e também lembra que da última vez, ficamos em Vila da Glória (parte do continente, também perto de Joinvile). Para o feriado de 1° de maio, resolvemos ficar na Ilha mesmo e mais pertinho da praia. Por motivos financeiros, digamos assim, escolhemos a Pousada do Xingu. Anos luz de distância de Ponta dos Ganchos e alguns quilômetros longe de qualquer outra pousada que já tenhamos passado, em termos que qualidade, mas nada impossível de ficar. Tinha frigobar (que acondicionou perfeitamente nossas Smirnoff Ice’s), TV, ar-condicionado e chuveiro elétrico, então estava quase perfeito.

No caminho, Mafalda estranhou um pouco. Talvez pelo o balanço do carro, ou pelo o pequeno espaço que ela tinha, só sei que eu não podia desgrudar os olhos dela, porque qualquer vacilo, ela pulava fora do potinho. E o momento de maior risco, foi quando a Moniquinha, num surto de boa vontade e consideração para com sua irmã mais nova, resolveu que deveria “carregá-la” um pouco. Claro que foi a cena mais engraçada da viagem, quando em um momento de distração, Mafalda encontrou o buraco do pote e resolveu colocar a cabeça pra fora. Moniquinha não sabia se me entregava o pote, se gritava, se tentava de alguma forma colocar a mão na Mafalda ou qualquer coisa parecida. Se a janela estivesse aberta, desconfio que para resolver seu problema, Moniquinha teria até jogado o potinho pela janela... Enfim, se fosse outra pessoa no volante, até um acidente poderia ter acontecido, mas era o Rogério e ele é sério pra caramba dirigindo, então não tivemos grandes problemas. Mafalda voltou para o meu colo e a viagem transcorreu sem grandes problemas.

Na pousada, pedi a dona Vera (dona da pousada ou encarregada de cuidar, e que num determinado momento nos assustamos com um possível topless, mas que era apenas o sutiã do biquíni perdido entre suas carnes) uma bacia para a Mafalda, afinal, parada ali naquele potinho durante três dias, ela não ficaria nunca!!! No dia seguinte, fomos motivos de piadas na Pousada. Primeiro foi o marido da Vera, o Hugo, que disse que ela não pode limpar nosso quarto por conta do animal feroz e depois porque quando ela me deu a bacia, eu falei: “acho que dá”. Com isso, ela pensou que Mafalda fosse enorme, só que eu disse isso, porque se a “aba” da bacia fosse um pouco menor, essa menina, ops, tartaruga, iria subir e sair. Ela é esperta e muuuuuito atrevida. Quando a Vera viu o tamanho da Mafalda, ela riu demais da minha cara...


Tivemos momentos muito simpáticos como quando Moniquinha e Fernando dialogavam com Mafalda no banheiro ou quando eles davam a comidinha dela, ou quando a colocamos para tomar sol. Bom, quer dizer, tirando a hora que a Moniquinha quis que Mafalda entrasse no mato e lá ficasse ou mesmo quando ela pensou em colocar a Mafalda junto com os gansos (tinham alguns gansos bem ao lado da nossa janela). Mas fora isso, a primeira viagem da Mafalda foi ótima!!! E na volta ela se comportou muitíssimo bem, sem ficar muito agitada, passou parte da viagem sentadinha em cima da pedra.

Nossa menina está crescendo e virando uma mulherzinha!!!

PS: amiguinhos, vocês não precisam ficar revoltados. Quando resolvermos "aumentar" a família da forma que vocês tanto imaginam, a comunicação será beeeem diferente.

quarta-feira, maio 03, 2006

Previsão do tempo

Voltamos a nossa programação normal para atualizá-los da previsão do tempo para esta semana:

Hoje, mínima de 6°C e máxima de 16°C. A semana inteira será assim, com uma leve melhora no sábado.

Detalhe: o dia está lindo demais, sem uma única nuvenzinha no céu. Aliás, os dias de outono em Curitiba são lindíssimos (se já falei isso, não custa repetir).

PS: ainda não escolhemos o nome da nossa tartaruguinha, mas até o final da semana ela será devidamente batizada. E depois conto também como foi sua primeira viagem.

quinta-feira, abril 27, 2006

A família cresce

Tá bem, tá bem!! Vou voltar a postar aqui, mas não vou falar sobre Ponta dos Ganchos (clique no link e tire suas próprias conclusões) e nem sobre a viagem até o Rio na Semana Santa (que passei sem colocar um, unzinho sequer, chocolate na boca). O nosso assunto de hoje é a nossa família.

É com muito orgulho e felicidade que comunicamos aos amigos e queridos leitores que nossa família está crescendo!!!! Sim, finalmente, depois de uma longa espera, muitos planos, idéias, anunciamos a chegada do primeiro herdeiro ou herdeira. Estamos muito felizes e emocionados com a novidade.

Como bons pais que somos, já arrumamos até o quartinho, mas somos ainda um pouco inexperientes, por isso até agora, não conseguimos batiza-lo/a. Temos que esperar um pouco ainda para sabermos o sexo do/a pequeno/a, mas é complicado sentir seu movimento e seu crescimento e não poder chamá-lo/a pelo seu nome correto.

Por isso, contamos com a colaboração de vocês para nos ajudar a escolher o nome do nosso filho/a. Aqui vai uma foto dele/a (se o blog deixar eu postar), mas vou descrevendo um pouco com ele/a é. Pequenininha, verdinha, mas com muitos desenhos contornados em amarelo, unhas enormes, meio nervosinha e muito, mas muito gulosa (viu, igualzinha a mãe). Não entendeu??? Pensou o quê?? Que fosse um filho de verdade??? Calma, calma, uma coisa de cada vez. Se a nossa linda tartaruguinha de apenas quatro meses sobreviver, quem sabe ela não ganha um irmãozinho?!!?

Infelizmente não estamos aceitando mais sugestões (a não ser que ela seja maravilhosa), e abaixo segue a lista de opções para a escolha do nome da pequena:

- Matilda
- Filomena
- Tchuca
- Mr. Eko (homenagem ao Lost)
- Margarida
- Robinho (verde e amarela, ano de Copa, entendeu??)
- Daiane dos Santos (curitibana, verde e amarela, pequenininha, saltitante, sacou?)
- D. Gigi (homenagem ao funk que o Rogério adora)
- Nicolau
- Mafalda
- D. Redonda

Chegamos a pensar em dois nomes que servem tanto para homem como para mulher, mas achamos melhor deixar quieto....


E ai, qual o seu voto???

PS: nossos filhos curitibanos, leia-se Moniquinha e Fernando, estão morrendo de ciúmes. Ainda mais agora, que vamos pra São Francisco do Sul e teremos que levar a pequena conosco. Ai, ai, acho que não estou preparada para administrar conflitos de filhos, viu?!

terça-feira, abril 25, 2006

Imagens do paraíso

Depois de três tentativas frustradas de postar, desisti. Sinto muito, caros amigos e leitores, mas vocês só vão acompanhar as imagens da nossa passagem pelo paraíso no meu fotolog.

Deve ter sido praga do Rogerio que falou: você vai parecer pedante escrevendo sobre o hotel. Blergt. Pedante nada. Nem tivemos lua-de-mel!!! Qual o problema de descrever o paraíso???? Todo mundo deveria ter a chance de conhecê-lo!!!!

Bom, pelo visto, o problema é pessoal: quem manda não escrever com frequência??? Até o blog fica rebelde...

(ok, o humor não está dos melhores. Quem sabe a TPM passando eu não volto a tentar postar alguma foto!?!?!?)

quarta-feira, abril 12, 2006

Mulher no volante, perigo constante

Tenho horror a ditados como este do título. Até porque, venho de uma família onde a mulherada sempre dirigiu e muito bem, obrigada. Tirando a Patrícia - minha irmã do meio -, todas lá em casa dirigiam e minha mãe dava um banho no meu pai, apesar dela ter parado de dirigir depois que voltou pro Rio. Devo reconhecer que sou um pouco estressadinha, de vez em quando corto um ou outro, meu pé é um pouco pesado (ou seja, 60 km/h é passo de tartaruga), mas dizer que sou um perigo no volante e que dirijo mal, isso eu não tolero.

Alguém por acaso já conseguiu estacionar em frente a um bar lotado de gente, numa vaga que mal cabia uma agulha, de primeira e ser aplaudida pelo bar inteiro???? Bom, eu já! Mas não preciso dessas demonstrações e exibicionismo, dirijo bem e ponto final.

Mas enfim, tudo isso foi pra dizer que estava eu bem relaxada, feliz, contente, depois de um belo e prazeroso fim de semana no paraíso, procurando um posto de gasolina pelas ruas de Curitiba quando um filho da mãe resolve parar de repente e tem um velho dirigindo um Uno atrás desse primeiro filho da mãe e ainda um imbecil da pior espécie atrás de mim que acha que dá e não dá e pow!!!! Bate na minha traseira, sai correndo, me xinga e foge.... ahhhhhhh, meu amigo, você mexeu com o perigo e de boa motorista me transformei num bicho, quase uma leoa defendendo o seu filhote.


Sabe perseguição policial de filme de Hollywood???? Foi quase igual, a exceção é que nos filmes ninguém fica buzinando como uma maluca, porque o sinal fechou e essa maluca - nesse caso, euzinha mesmo - continua buzinando e avança o sinal atrás do carro do sujeito. Até que ele se deu mal e teve que parar no outro sinal. Desci do carro com os nervos a flor da pele: seu louco!!!! Gritei. Sabe o que ouvi??? “Você dirige muito mal, como você freia três vezes seguidas?????”.

Páaaaaaaaaara tudo que eu quero descer desse trem!!!!!!!!

Eu dirijo mal, o cara bate na minha traseira e reclama que eu freei três vezes???????? Ou eu volto a fazer aulas de direção ou eu me recuso a discutir com um homem desses.

PS1: o carro dele amassou bem, porque ele bateu com a lateral e destruiu o pára-choque. O nosso, só foi um arranhão, nada demais, mas ele vai pagar a tinta.


PS2: comentário do Rogerio: "se eu estivesse dirigindo, teria parado no primeiro sinal".

PS3: paramos no posto cinco minutos depois. Minhas pernas tremiam feito bambu no vento... O momento “macho pra cacete” tinha ido embora e eu só queria chorar e socar o imbecil....

A matemática perfeita

Faça a seguinte soma:

Show do Lenine, na 6a feira + teatro com Pedro Paulo Rangel (Soppa de Letra) e espumante argentino com tábua de queijos, no sábado + café da manhã na Provence (um dos melhores lugares do mundo, curitibano é bom dizer), no domingo + viagem de dois dias para Ponta dos Gachos.

Qual o resultado???

Um dos melhores finais de semana da vida!!!!!!!!!!

sexta-feira, abril 07, 2006

Marisa Monte, quanto vale??

R$ 200,00!!!
Isso mesmo.
Acreditem se quiser!!!

A turnê nacional da Marisa Monte começa por Curitiba. Serão três noites no Teatro Guaíra, o maior e principal palco da cidade. E o ingresso da platéia custa singelos R$ 200,00. Ok, aqui já é meio tradicional algumas "promoções" onde qualquer mortal, e não apenas estudantes e aposentados, paga meia entrada ao levar um quilo de alimento (hoje vamos ao show do Lenine levando 1Kg de arroz cada um e pagando meia entrada), mas é sempre um preço mais ou menos normal. O mais caro que pagamos foi da Maria Rita, R$ 80,00 + 1kg de alimento. Mas R$ 200,00 é meio forte pra assistir a Marisa cantar canções de ninar, né não!? Tá bem, o show dela costuma a ter uma batida que o CD não tem, mesmo assim, são R$ 200,oo por cabeça. Ok, ok, mais uma chance: quem levar um livro não didático usado, paga meia. Seriam R$ 100,00 por pessoa...

Sei não, mas tô desconfiada que o departamento financeiro dessa casa não vai liberar não...

Futura ex-atriz frustrada

A próxima novela das 20h não terá sua melhor e maior estrela.
Quem??? Euzinha, claro!
Ora, pelotas, quem mais poderia ser!?
Um talento nato desses completamente deixado de lado...

Tá bem, tá bem, tá bem. Exagero, quer dizer, só um pouquinho de exagero. Talvez não fosse nenhuma protagonista, poderia começar com um papel pequeno, não me importaria. Afinal, eu sei que as outras também merecem ter seus dias de atriz principal.

Enfim, nenhuma coisa, nem outra, porque depois de ficar um mês esperando pela primeira aula de teatro, dias de expectativa, dias ligando para o curso pra saber quando começariam as aulas e quando elas começam, quantos alunos têm??? UM!!! EU!! Cara, como foi frustrante!! Ainda mais que tive que "encenar" algumas situações para uma platéia e-n-o-r-m-e... o professor... Sem comentários. Talvez quando voltarmos de viagem entre para a outra turma que tem meia dúzia de gatos pingados.

Pelo visto, nem pra ser ponta da novela do SBT eu vou conseguir.

PS: sem querer ser chata e metida, mas já sendo, amanhã aprenderei a fazer pão com o pão (trocadilho mais batido impossível) com o Olivier Anquier. Déborah Block e Ro que se cuidem...

quarta-feira, abril 05, 2006

Contagem regressiva

Já começamos a contar os dias para mais um período de férias. Bom, férias pra mim é meio relativo, porque há um ano estou nesse ritmo. Mas pro Rogério (alguém tem que trabalhar nessa casa) são férias mesmo. Merecidas, diga-se de passagem.

Vamos fazer um ano de casados (isso também é relativo, afinal, dividimos o mesmo teto há quatro anos) e vamos nos dar ao luxo de passar dois dias na Ponta dos Ganchos. Um resort exclussivérrimo (óbvio que essa palavra nem deve existir), antes de Florianópolis, no litoral de Santa Catarina. Depois, voltamos pra Curitiba e na quinta-feira, véspera da Semana Santa, vamos de carro, pela primeira vez, pro Rio. Rever amigos, família e curtir mais uma temporada como turistas na Cidade Maravilhosa. Vamos aproveitar um pouco mais do “verão” carioca, porque por aqui, os sinais de outono são evidentes e sair na rua sem um casaquinho na bolsa já é quase impossível.

Enquanto as férias não chegam, vou contando alguns dos acontecimentos das últimas semanas. Finalmente me chamaram pra trabalhar como voluntária no evento da ONU (Cop8 Mop3). Fiquei com um grupo bem eclético, que incluía um descendente de japonês, um empresário, um xará do Rogerio e um engenheiro também desempregado. E de uma certa forma, fomos privilegiados, porque fomos o único grupo de voluntários com direito a entrar no Plenário e a crachá VIP. Ah! Ficamos responsáveis pelos índios!! E como tem índio diferente pelo mundo... Tirando os índios sul-americanos que têm todos a mesma cara do presidente da Bolívia, os índios noruegueses parecem que saíram de uma propaganda da Benetton e os índios russos fedem mais do que os franceses. Um horror!!!! Bom, pelo menos deu pra arranhar o inglês e o espanhol e como me disse uma amiga: nada como contribuir para a Paz mundial.

Agora, as conseqüências de ficar um ano sem trabalhar são quase trágicas: acordar cedo durante uma semana foi uma das piores coisas da vida... Sem contar que meu joelho, graças a Lagoinha do Leste, foi para p beleléu de vez e agora vou ter que fazer fisioterapia, porque segundo o médico e a ressonância magnética que fiz, tenho uma “úlcera” na patela (que eu, não sei porque, insisto em chamar de palheta...). Mas a fisioterapia vai ficar para a volta das férias.

Sexta-feira passada vimos “A Era do Gelo 2” e descobri que o Fernando (nosso filho mais novo) ri tão engraçado quanto o Rogerio. Vai ser difícil ir ao cinema ver comédia com esses dois. Depois caímos, sem querer, num boteco onde o Derico, do Sexteto do Jô Soares, ia fazer um show. Ficamos, apesar de que devíamos ter perguntado o valor do couvert, foi legalzinho, mas não tenho paciência alguma pra povo mal educado e que fica falando no meio do show. Oh, raça!!!

Domingo mantivemos a mais nova tradição da cidade e fizemos um almoço aqui em casa com os cariocas de Curitiba. Dessa vez foi um festival de crepe e de Smirnoff Ice. Delícia, viu!?

PS: cheiros de outono invadem a cidade. Além do cheiro de terra molhada, durante uma semana, toda noite ia dormir com o cheiro da Dama da Noite, uma flor superultrahiper perfumada, que me lembra demais minha mãe. Eu estava parecendo o esquilo do filme “A era do gelo” quando sente o cheiro da noz, só mexendo o nariz pra sentir melhor o perfume. Delícia...