Conversa ouvida durante um churrasco qualquer:
- Queijo?
- É, queijo coalho.
- Poxa, queijo com alho. É muito comum isso na praia, né!? Mas nunca pedi, não gosto.
- Não gosta, como não?!
- Pô, queijo com alho não dá, né?!
- Não, não, é queijo coalho.
- Então, esse mesmo, que vem até com orégano. Queijo COM ALHO.
- Não. Não é queijo COM ALHO. É queijo COALHO.
- Ué, não leva alho...
Como diz meu amigo Anselmo Gois: pano rápido.
quarta-feira, maio 31, 2006
terça-feira, maio 30, 2006
Vida monótona, onde?
Tenho que confessar: a vida que levamos aqui não anda nada monótona. No ano passado, teve época que brincávamos um com o outro: “lembra quando não tínhamos tempo no fim de semana pra fazer tudo o que planejávamos? Pois é, que saudade, não!?”. Isso acontecia muito no Rio e de repente, aqui em Curitiba, vimos que tínhamos tempo de sobra e não sabíamos muito bem o que fazer com esse tempo “extra”. É estranho dizer isso, mas juro que é verdade.
Agora, a coisa mudou de figura. Literalmente. Os últimos finais de semana e até mesmo meio de semana têm sido demasiadamente agitados. Não, não estou reclamando. Quem me conhece, sabe que adoro essa vida agitada.
Depois que voltei de Sampa (foi aniversário da Laura e fiquei por lá uns 4 dias – foi ótimo: joguei queimado com as crianças, quebrei meu celular, encontrei com a Bia, fui ao cinema, comi a picanha do Jacaré, conheci Elisa, ganhei presente de casamento – ainda! -, e acabei a noite num bar gay), fizemos mil e um programas. Claro que sem a companhia dos “filhos”, metade do que fizemos não teria a mesma graça e nos divertimos bastante.
Vamos a mais listinha para tentar resumir a nossa programação:
- Boliche com o pessoal da empresa do Ro;
- Pizza, com um petit comitê do pessoal da empresa do Ro (devo dizer também que dessa vez quase levantei da mesa e fui embora depois de notar que fiquei mais de meia hora de boca fechada, ouvindo 10 pessoas falando sobre trabalho, deles, é claro);
- Comecei a fazer aulas de corte e costura;
- Cinema: Código da Vinci e X-Men 3, nos dias de suas respectivas estréias;
- Taco el Pancho (depois do Código da Vinci);
- Casa di Bel (depois do X-Men 3);
- Mademoiselle Chanel – teatro, maravilhoso!!!!! (leia “crítica” no blog do Ro);
- Botequim (depois do teatro);
- Aniversário do Ro, comemorado com um jantar só nosso no Terra Madre (muuuuuito bom);
- Almoço de domingo na casa da Moniquinha;
- Churrasco do Ro aqui no play;
- Churrasco com as sobras e jogo do Flamengo na casa da Renata Vidal (isso mesmo, minha amiga homônima);
- Frio enlouquecedor!!!!
- Veranico de Maio!!!
Acho que isso resume bem o que foram as últimas duas semanas aqui em Curitiba. Não temos nada programado para as próximas, mas a Copa do Mundo vem aí, e então, montaremos uma bela arquibancada no melhor estilo Maracanã para assistirmos ao Brasil (quaquaquaquaqua – sim, eu não acredito nessa seleção) jogar pelo hexa.
AH!!! Aliás, é Copa do Mundo????? Só se for em outra cidade, porque acho até que Weggis é mais animada e enfeitada do que Curitiba. Se bobear, nem a bandeira vou poder colocar na nossa janela...
Agora, a coisa mudou de figura. Literalmente. Os últimos finais de semana e até mesmo meio de semana têm sido demasiadamente agitados. Não, não estou reclamando. Quem me conhece, sabe que adoro essa vida agitada.
Depois que voltei de Sampa (foi aniversário da Laura e fiquei por lá uns 4 dias – foi ótimo: joguei queimado com as crianças, quebrei meu celular, encontrei com a Bia, fui ao cinema, comi a picanha do Jacaré, conheci Elisa, ganhei presente de casamento – ainda! -, e acabei a noite num bar gay), fizemos mil e um programas. Claro que sem a companhia dos “filhos”, metade do que fizemos não teria a mesma graça e nos divertimos bastante.
Vamos a mais listinha para tentar resumir a nossa programação:
- Boliche com o pessoal da empresa do Ro;
- Pizza, com um petit comitê do pessoal da empresa do Ro (devo dizer também que dessa vez quase levantei da mesa e fui embora depois de notar que fiquei mais de meia hora de boca fechada, ouvindo 10 pessoas falando sobre trabalho, deles, é claro);
- Comecei a fazer aulas de corte e costura;
- Cinema: Código da Vinci e X-Men 3, nos dias de suas respectivas estréias;
- Taco el Pancho (depois do Código da Vinci);
- Casa di Bel (depois do X-Men 3);
- Mademoiselle Chanel – teatro, maravilhoso!!!!! (leia “crítica” no blog do Ro);
- Botequim (depois do teatro);
- Aniversário do Ro, comemorado com um jantar só nosso no Terra Madre (muuuuuito bom);
- Almoço de domingo na casa da Moniquinha;
- Churrasco do Ro aqui no play;
- Churrasco com as sobras e jogo do Flamengo na casa da Renata Vidal (isso mesmo, minha amiga homônima);
- Frio enlouquecedor!!!!
- Veranico de Maio!!!
Acho que isso resume bem o que foram as últimas duas semanas aqui em Curitiba. Não temos nada programado para as próximas, mas a Copa do Mundo vem aí, e então, montaremos uma bela arquibancada no melhor estilo Maracanã para assistirmos ao Brasil (quaquaquaquaqua – sim, eu não acredito nessa seleção) jogar pelo hexa.
AH!!! Aliás, é Copa do Mundo????? Só se for em outra cidade, porque acho até que Weggis é mais animada e enfeitada do que Curitiba. Se bobear, nem a bandeira vou poder colocar na nossa janela...
segunda-feira, maio 22, 2006
Um ano de Curitiba
Dia 15 de maio é definitivamente um dia bem especial e marcante em nossas vidas. Em 1998, neste mesmo dia começávamos a namorar!!!! Ohhhhhh, que lindinho!!! Depois de beber do Mercadinho São José, partir para São Conrado pr’uma festa de aniversário frustrante e acabar a noite no Hipódromo, finalmente começamos nossa história. Quer dizer, ela já tinha começado muito antes, mas boa parte dos amigos/leitores já conhece e deve estar de saco cheio de ouvir. Enfim, a idéia é contar sobre o dia 15, que também é dia do aniversário da Nanda, minha melhor amiga, querida, madrinha e que desde 1982 está sempre ao meu lado.
Em 2005, no dia 15 de maio, eu pegava um avião em São Paulo, enquanto o Rogerio embarcava no Rio em outro avião. Mas o destino era o mesmo: Curitiba. Nos encontramos no aeroporto e viemos juntos para o hotel onde ficamos hospedados durante nossa primeira semana na capital paranaense, enquanto eu arrumava nossa casa. Foi uma semana intensa, de muito trabalho para organizar a casa inteira e ainda abrindo e descobrindo presentes de casamento. Quanta coisa, gente!!!!! Um exagero!!!
E já faz um ano que estamos aqui... O tempo passou rápido demais. Dizem que quanto mais velho você fica, mais rápido o tempo passa. Tenho a impressão de que isso é verdade. Pensei em fazer um balanço desse período, mas é complicado, de qualquer maneira, acho que podemos dizer que sobrevivemos bem. Tivemos nossos altos e baixos, mas isso deve ser normal. Vou tentar listar alguns pontos negativos e positivos desse primeiro ano. Talvez esqueça algumas coisas, mas no final deve estar quase tudo aqui:
Negativos:
- ainda não arrumei emprego;
- Rogerio trabalha e viaja demais;
- passo muito tempo sozinha e conversando com as paredes ou plantas;
- engordamos, e muito;
- a saudade da família e dos amigos;
- ir ao Rio, às vezes é complicado demais: demanda da família e dos amigos, além da saudade na hora do retorno;
- o frio;
- a frieza dos curitibanos;
- o trânsito ou melhor, os motoristas da terra (como dirigem mal!!!);
Positivos:
- muitas viagens e passeios;
- ir ao Rio é sempre gratificante;
- estamos mais unidos do que nunca;
- a alegria dos amigos cariocas em Curitiba (nossa família aqui);
- nossa vida cultura: nunca fomos tanto ao cinema ou ao teatro como agora;
- estou aprendendo a ser mais mulherzinha: cozinhar, costurar, mexer nas plantas;
- temos a companhia da Mafalda.
Devem ter outros pontos positivos e negativos, como em tudo na vida. Mas como já falei, acho que estamos nos saindo bem e mesmo com toda mudança e toda a dificuldade de adaptação, estamos felizes e aprendendo cada vez mais. E isso é o mais importante.
Que venha o segundo ano, então!!!!
PS: amanhã, 23, é aniversário do Rogerio, não esqueçam!!!!
Em 2005, no dia 15 de maio, eu pegava um avião em São Paulo, enquanto o Rogerio embarcava no Rio em outro avião. Mas o destino era o mesmo: Curitiba. Nos encontramos no aeroporto e viemos juntos para o hotel onde ficamos hospedados durante nossa primeira semana na capital paranaense, enquanto eu arrumava nossa casa. Foi uma semana intensa, de muito trabalho para organizar a casa inteira e ainda abrindo e descobrindo presentes de casamento. Quanta coisa, gente!!!!! Um exagero!!!
E já faz um ano que estamos aqui... O tempo passou rápido demais. Dizem que quanto mais velho você fica, mais rápido o tempo passa. Tenho a impressão de que isso é verdade. Pensei em fazer um balanço desse período, mas é complicado, de qualquer maneira, acho que podemos dizer que sobrevivemos bem. Tivemos nossos altos e baixos, mas isso deve ser normal. Vou tentar listar alguns pontos negativos e positivos desse primeiro ano. Talvez esqueça algumas coisas, mas no final deve estar quase tudo aqui:
Negativos:
- ainda não arrumei emprego;
- Rogerio trabalha e viaja demais;
- passo muito tempo sozinha e conversando com as paredes ou plantas;
- engordamos, e muito;
- a saudade da família e dos amigos;
- ir ao Rio, às vezes é complicado demais: demanda da família e dos amigos, além da saudade na hora do retorno;
- o frio;
- a frieza dos curitibanos;
- o trânsito ou melhor, os motoristas da terra (como dirigem mal!!!);
Positivos:
- muitas viagens e passeios;
- ir ao Rio é sempre gratificante;
- estamos mais unidos do que nunca;
- a alegria dos amigos cariocas em Curitiba (nossa família aqui);
- nossa vida cultura: nunca fomos tanto ao cinema ou ao teatro como agora;
- estou aprendendo a ser mais mulherzinha: cozinhar, costurar, mexer nas plantas;
- temos a companhia da Mafalda.
Devem ter outros pontos positivos e negativos, como em tudo na vida. Mas como já falei, acho que estamos nos saindo bem e mesmo com toda mudança e toda a dificuldade de adaptação, estamos felizes e aprendendo cada vez mais. E isso é o mais importante.
Que venha o segundo ano, então!!!!
PS: amanhã, 23, é aniversário do Rogerio, não esqueçam!!!!
terça-feira, maio 09, 2006
São Francisco do Sul em imagens
Vamos ver se dessa vez esse blog não encrenca comigo e me deixa postar algumas fotos da nossa querida Mafalda e sua primeira viagem!!!!Ao lado, nossa pequena tomando um pouco de sol, em casa ainda, para fortalecer sua "pele".

Praia de Itaguaçú, já em São Francisco do Sul. O lugar parece Arraial do Cabo ou até mesmo Cafo Frio no início dos anos 80: muitas ruas de areia ou terra, casas sem cercas. A diferença fica por conta das casas na beira da praia. Parece que a revista "Casa & Jardim" passou por lá e resolveu fazer um concurso para a casa mais bonita e bem decorada. São maravilhosas!!!
Eu e meus dois "filhos", Moniquinha e Fernando. Reparem na casa ao fundo.... Isso sim é que é vista eterna para o mar.Fernando e sua irmãzinha, num momento fraternal...
Fazendo brincadeiras com a pequena. Só não pode dizer que é a cara do pai!!!!
segunda-feira, maio 08, 2006
Mafalda e sua primeira viagem
Sim, amigos, seu nome é Mafalda. Nossa filha tartaruguinha finalmente ganhou um nome: Mafalda. Homenagem à querida personagem do Quino e a mim, que desde que morei em Buenos Aires sou apaixonada por aquela baixinha mal-humorada, sarcástica e bem debochada. Ela só não se parece mais comigo, porque não costumo a acordar com o cabelo tão despenteado como o dela.
Sua primeira viagem foi para São Francisco do Sul e esquecemos de perguntar se a pousada aceitava animais, mas levando em consideração ao tamanho da Mafalda, realmente, não achamos necessário. Tínhamos que levá-la conosco, porque era feriado prolongado e mesmo sabendo que ela pode ficar um dia sem se alimentar, achamos uma injustiça com a pequena: sozinha em casa e quase três dias sem comer. Decidimos levá-la e com isso tínhamos algumas providências a tomar: achar um lugar apropriado para a sua locomoção e não esquecer da ração e do documento que precisamos sempre carregar para a polícia não achar que estamos com um animal ilegal ou fazendo algum tipo de contrabando ou sei lá o quê. Enfim, essa parte toda, quem cuidou foi o Rogerio, porque de vez em quando, ele é mais organizado do que eu.
Ele a colocou num potinho desses de plástico, iguais aos famosos tapeware (???), mas que veio junto a um óleo Lisa que compramos quando fomos morar juntos. Por isso, quase que o nome da Mafalda visou Lisa (tem um adesivo grudado no potinho). Rogerio quebrou parte da tampa pra ela poder respirar e pegou uma pedra do vaso da nossa árvore, só pra ela de repente ter com o que brincar.
Pegamos Fernando e Moniquinha e paramos para o tradicional café da manhã na Provence. Primeiro estresse: será que ela não vai fugir do potinho enquanto estamos tomando café?? Devo confessar que fiquei o café da manhã inteiro pensando nisso.Lá pelas tantas até pedi pro Rogerio ir ver como ela está, mas ele não me deu muita bola: isso é nervosismo de mãe de primeira viagem, ela está bem. Terminamos o café, voltamos pro carro e era verdade: ela estava tranqüila em cima da pedra só nos esperando para seguirmos viagem.
São Francisco do Sul é uma ilha de Santa Catarina, pertinho de Joinvile, onde se encontra o terceiro principal porto do sul, depois de Paranaguá e acho que Itaguaí (não lembro o nome). Pra quem acompanha o blog, sabe que já estive por lá com a Moniquinha, mas que o Rogerio não conhecia e também lembra que da última vez, ficamos em Vila da Glória (parte do continente, também perto de Joinvile). Para o feriado de 1° de maio, resolvemos ficar na Ilha mesmo e mais pertinho da praia. Por motivos financeiros, digamos assim, escolhemos a Pousada do Xingu. Anos luz de distância de Ponta dos Ganchos e alguns quilômetros longe de qualquer outra pousada que já tenhamos passado, em termos que qualidade, mas nada impossível de ficar. Tinha frigobar (que acondicionou perfeitamente nossas Smirnoff Ice’s), TV, ar-condicionado e chuveiro elétrico, então estava quase perfeito.
No caminho, Mafalda estranhou um pouco. Talvez pelo o balanço do carro, ou pelo o pequeno espaço que ela tinha, só sei que eu não podia desgrudar os olhos dela, porque qualquer vacilo, ela pulava fora do potinho. E o momento de maior risco, foi quando a Moniquinha, num surto de boa vontade e consideração para com sua irmã mais nova, resolveu que deveria “carregá-la” um pouco. Claro que foi a cena mais engraçada da viagem, quando em um momento de distração, Mafalda encontrou o buraco do pote e resolveu colocar a cabeça pra fora. Moniquinha não sabia se me entregava o pote, se gritava, se tentava de alguma forma colocar a mão na Mafalda ou qualquer coisa parecida. Se a janela estivesse aberta, desconfio que para resolver seu problema, Moniquinha teria até jogado o potinho pela janela... Enfim, se fosse outra pessoa no volante, até um acidente poderia ter acontecido, mas era o Rogério e ele é sério pra caramba dirigindo, então não tivemos grandes problemas. Mafalda voltou para o meu colo e a viagem transcorreu sem grandes problemas.
Na pousada, pedi a dona Vera (dona da pousada ou encarregada de cuidar, e que num determinado momento nos assustamos com um possível topless, mas que era apenas o sutiã do biquíni perdido entre suas carnes) uma bacia para a Mafalda, afinal, parada ali naquele potinho durante três dias, ela não ficaria nunca!!! No dia seguinte, fomos motivos de piadas na Pousada. Primeiro foi o marido da Vera, o Hugo, que disse que ela não pode limpar nosso quarto por conta do animal feroz e depois porque quando ela me deu a bacia, eu falei: “acho que dá”. Com isso, ela pensou que Mafalda fosse enorme, só que eu disse isso, porque se a “aba” da bacia fosse um pouco menor, essa menina, ops, tartaruga, iria subir e sair. Ela é esperta e muuuuuito atrevida. Quando a Vera viu o tamanho da Mafalda, ela riu demais da minha cara...
Tivemos momentos muito simpáticos como quando Moniquinha e Fernando dialogavam com Mafalda no banheiro ou quando eles davam a comidinha dela, ou quando a colocamos para tomar sol. Bom, quer dizer, tirando a hora que a Moniquinha quis que Mafalda entrasse no mato e lá ficasse ou mesmo quando ela pensou em colocar a Mafalda junto com os gansos (tinham alguns gansos bem ao lado da nossa janela). Mas fora isso, a primeira viagem da Mafalda foi ótima!!! E na volta ela se comportou muitíssimo bem, sem ficar muito agitada, passou parte da viagem sentadinha em cima da pedra.
Nossa menina está crescendo e virando uma mulherzinha!!!
PS: amiguinhos, vocês não precisam ficar revoltados. Quando resolvermos "aumentar" a família da forma que vocês tanto imaginam, a comunicação será beeeem diferente.
Sua primeira viagem foi para São Francisco do Sul e esquecemos de perguntar se a pousada aceitava animais, mas levando em consideração ao tamanho da Mafalda, realmente, não achamos necessário. Tínhamos que levá-la conosco, porque era feriado prolongado e mesmo sabendo que ela pode ficar um dia sem se alimentar, achamos uma injustiça com a pequena: sozinha em casa e quase três dias sem comer. Decidimos levá-la e com isso tínhamos algumas providências a tomar: achar um lugar apropriado para a sua locomoção e não esquecer da ração e do documento que precisamos sempre carregar para a polícia não achar que estamos com um animal ilegal ou fazendo algum tipo de contrabando ou sei lá o quê. Enfim, essa parte toda, quem cuidou foi o Rogerio, porque de vez em quando, ele é mais organizado do que eu.
Ele a colocou num potinho desses de plástico, iguais aos famosos tapeware (???), mas que veio junto a um óleo Lisa que compramos quando fomos morar juntos. Por isso, quase que o nome da Mafalda visou Lisa (tem um adesivo grudado no potinho). Rogerio quebrou parte da tampa pra ela poder respirar e pegou uma pedra do vaso da nossa árvore, só pra ela de repente ter com o que brincar.
Pegamos Fernando e Moniquinha e paramos para o tradicional café da manhã na Provence. Primeiro estresse: será que ela não vai fugir do potinho enquanto estamos tomando café?? Devo confessar que fiquei o café da manhã inteiro pensando nisso.Lá pelas tantas até pedi pro Rogerio ir ver como ela está, mas ele não me deu muita bola: isso é nervosismo de mãe de primeira viagem, ela está bem. Terminamos o café, voltamos pro carro e era verdade: ela estava tranqüila em cima da pedra só nos esperando para seguirmos viagem.
São Francisco do Sul é uma ilha de Santa Catarina, pertinho de Joinvile, onde se encontra o terceiro principal porto do sul, depois de Paranaguá e acho que Itaguaí (não lembro o nome). Pra quem acompanha o blog, sabe que já estive por lá com a Moniquinha, mas que o Rogerio não conhecia e também lembra que da última vez, ficamos em Vila da Glória (parte do continente, também perto de Joinvile). Para o feriado de 1° de maio, resolvemos ficar na Ilha mesmo e mais pertinho da praia. Por motivos financeiros, digamos assim, escolhemos a Pousada do Xingu. Anos luz de distância de Ponta dos Ganchos e alguns quilômetros longe de qualquer outra pousada que já tenhamos passado, em termos que qualidade, mas nada impossível de ficar. Tinha frigobar (que acondicionou perfeitamente nossas Smirnoff Ice’s), TV, ar-condicionado e chuveiro elétrico, então estava quase perfeito.
No caminho, Mafalda estranhou um pouco. Talvez pelo o balanço do carro, ou pelo o pequeno espaço que ela tinha, só sei que eu não podia desgrudar os olhos dela, porque qualquer vacilo, ela pulava fora do potinho. E o momento de maior risco, foi quando a Moniquinha, num surto de boa vontade e consideração para com sua irmã mais nova, resolveu que deveria “carregá-la” um pouco. Claro que foi a cena mais engraçada da viagem, quando em um momento de distração, Mafalda encontrou o buraco do pote e resolveu colocar a cabeça pra fora. Moniquinha não sabia se me entregava o pote, se gritava, se tentava de alguma forma colocar a mão na Mafalda ou qualquer coisa parecida. Se a janela estivesse aberta, desconfio que para resolver seu problema, Moniquinha teria até jogado o potinho pela janela... Enfim, se fosse outra pessoa no volante, até um acidente poderia ter acontecido, mas era o Rogério e ele é sério pra caramba dirigindo, então não tivemos grandes problemas. Mafalda voltou para o meu colo e a viagem transcorreu sem grandes problemas.
Na pousada, pedi a dona Vera (dona da pousada ou encarregada de cuidar, e que num determinado momento nos assustamos com um possível topless, mas que era apenas o sutiã do biquíni perdido entre suas carnes) uma bacia para a Mafalda, afinal, parada ali naquele potinho durante três dias, ela não ficaria nunca!!! No dia seguinte, fomos motivos de piadas na Pousada. Primeiro foi o marido da Vera, o Hugo, que disse que ela não pode limpar nosso quarto por conta do animal feroz e depois porque quando ela me deu a bacia, eu falei: “acho que dá”. Com isso, ela pensou que Mafalda fosse enorme, só que eu disse isso, porque se a “aba” da bacia fosse um pouco menor, essa menina, ops, tartaruga, iria subir e sair. Ela é esperta e muuuuuito atrevida. Quando a Vera viu o tamanho da Mafalda, ela riu demais da minha cara...
Tivemos momentos muito simpáticos como quando Moniquinha e Fernando dialogavam com Mafalda no banheiro ou quando eles davam a comidinha dela, ou quando a colocamos para tomar sol. Bom, quer dizer, tirando a hora que a Moniquinha quis que Mafalda entrasse no mato e lá ficasse ou mesmo quando ela pensou em colocar a Mafalda junto com os gansos (tinham alguns gansos bem ao lado da nossa janela). Mas fora isso, a primeira viagem da Mafalda foi ótima!!! E na volta ela se comportou muitíssimo bem, sem ficar muito agitada, passou parte da viagem sentadinha em cima da pedra.
Nossa menina está crescendo e virando uma mulherzinha!!!
PS: amiguinhos, vocês não precisam ficar revoltados. Quando resolvermos "aumentar" a família da forma que vocês tanto imaginam, a comunicação será beeeem diferente.
quarta-feira, maio 03, 2006
Previsão do tempo
Voltamos a nossa programação normal para atualizá-los da previsão do tempo para esta semana:
Hoje, mínima de 6°C e máxima de 16°C. A semana inteira será assim, com uma leve melhora no sábado.
Detalhe: o dia está lindo demais, sem uma única nuvenzinha no céu. Aliás, os dias de outono em Curitiba são lindíssimos (se já falei isso, não custa repetir).
PS: ainda não escolhemos o nome da nossa tartaruguinha, mas até o final da semana ela será devidamente batizada. E depois conto também como foi sua primeira viagem.
Hoje, mínima de 6°C e máxima de 16°C. A semana inteira será assim, com uma leve melhora no sábado.
Detalhe: o dia está lindo demais, sem uma única nuvenzinha no céu. Aliás, os dias de outono em Curitiba são lindíssimos (se já falei isso, não custa repetir).
PS: ainda não escolhemos o nome da nossa tartaruguinha, mas até o final da semana ela será devidamente batizada. E depois conto também como foi sua primeira viagem.
quinta-feira, abril 27, 2006
A família cresce
Tá bem, tá bem!! Vou voltar a postar aqui, mas não vou falar sobre Ponta dos Ganchos (clique no link e tire suas próprias conclusões) e nem sobre a viagem até o Rio na Semana Santa (que passei sem colocar um, unzinho sequer, chocolate na boca). O nosso assunto de hoje é a nossa família.
É com muito orgulho e felicidade que comunicamos aos amigos e queridos leitores que nossa família está crescendo!!!! Sim, finalmente, depois de uma longa espera, muitos planos, idéias, anunciamos a chegada do primeiro herdeiro ou herdeira. Estamos muito felizes e emocionados com a novidade.
Como bons pais que somos, já arrumamos até o quartinho, mas somos ainda um pouco inexperientes, por isso até agora, não conseguimos batiza-lo/a. Temos que esperar um pouco ainda para sabermos o sexo do/a pequeno/a, mas é complicado sentir seu movimento e seu crescimento e não poder chamá-lo/a pelo seu nome correto.
Por isso, contamos com a colaboração de vocês para nos ajudar a escolher o nome do nosso filho/a. Aqui vai uma foto dele/a (se o blog deixar eu postar), mas vou descrevendo um pouco com ele/a é. Pequenininha, verdinha, mas com muitos desenhos contornados em amarelo, unhas enormes, meio nervosinha e muito, mas muito gulosa (viu, igualzinha a mãe). Não entendeu??? Pensou o quê?? Que fosse um filho de verdade??? Calma, calma, uma coisa de cada vez. Se a nossa linda tartaruguinha de apenas quatro meses sobreviver, quem sabe ela não ganha um irmãozinho?!!?
Infelizmente não estamos aceitando mais sugestões (a não ser que ela seja maravilhosa), e abaixo segue a lista de opções para a escolha do nome da pequena:
- Matilda
- Filomena
- Tchuca
- Mr. Eko (homenagem ao Lost)
- Margarida
- Robinho (verde e amarela, ano de Copa, entendeu??)
- Daiane dos Santos (curitibana, verde e amarela, pequenininha, saltitante, sacou?)
- D. Gigi (homenagem ao funk que o Rogério adora)
- Nicolau
- Mafalda
- D. Redonda
Chegamos a pensar em dois nomes que servem tanto para homem como para mulher, mas achamos melhor deixar quieto....
É com muito orgulho e felicidade que comunicamos aos amigos e queridos leitores que nossa família está crescendo!!!! Sim, finalmente, depois de uma longa espera, muitos planos, idéias, anunciamos a chegada do primeiro herdeiro ou herdeira. Estamos muito felizes e emocionados com a novidade.
Como bons pais que somos, já arrumamos até o quartinho, mas somos ainda um pouco inexperientes, por isso até agora, não conseguimos batiza-lo/a. Temos que esperar um pouco ainda para sabermos o sexo do/a pequeno/a, mas é complicado sentir seu movimento e seu crescimento e não poder chamá-lo/a pelo seu nome correto.
Por isso, contamos com a colaboração de vocês para nos ajudar a escolher o nome do nosso filho/a. Aqui vai uma foto dele/a (se o blog deixar eu postar), mas vou descrevendo um pouco com ele/a é. Pequenininha, verdinha, mas com muitos desenhos contornados em amarelo, unhas enormes, meio nervosinha e muito, mas muito gulosa (viu, igualzinha a mãe). Não entendeu??? Pensou o quê?? Que fosse um filho de verdade??? Calma, calma, uma coisa de cada vez. Se a nossa linda tartaruguinha de apenas quatro meses sobreviver, quem sabe ela não ganha um irmãozinho?!!?
Infelizmente não estamos aceitando mais sugestões (a não ser que ela seja maravilhosa), e abaixo segue a lista de opções para a escolha do nome da pequena:
- Matilda- Filomena
- Tchuca
- Mr. Eko (homenagem ao Lost)
- Margarida
- Robinho (verde e amarela, ano de Copa, entendeu??)

- Daiane dos Santos (curitibana, verde e amarela, pequenininha, saltitante, sacou?)
- D. Gigi (homenagem ao funk que o Rogério adora)
- Nicolau
- Mafalda
- D. Redonda
Chegamos a pensar em dois nomes que servem tanto para homem como para mulher, mas achamos melhor deixar quieto....
E ai, qual o seu voto???
PS: nossos filhos curitibanos, leia-se Moniquinha e Fernando, estão morrendo de ciúmes. Ainda mais agora, que vamos pra São Francisco do Sul e teremos que levar a pequena conosco. Ai, ai, acho que não estou preparada para administrar conflitos de filhos, viu?!
terça-feira, abril 25, 2006
Imagens do paraíso
Depois de três tentativas frustradas de postar, desisti. Sinto muito, caros amigos e leitores, mas vocês só vão acompanhar as imagens da nossa passagem pelo paraíso no meu fotolog.
Deve ter sido praga do Rogerio que falou: você vai parecer pedante escrevendo sobre o hotel. Blergt. Pedante nada. Nem tivemos lua-de-mel!!! Qual o problema de descrever o paraíso???? Todo mundo deveria ter a chance de conhecê-lo!!!!
Bom, pelo visto, o problema é pessoal: quem manda não escrever com frequência??? Até o blog fica rebelde...
(ok, o humor não está dos melhores. Quem sabe a TPM passando eu não volto a tentar postar alguma foto!?!?!?)
Deve ter sido praga do Rogerio que falou: você vai parecer pedante escrevendo sobre o hotel. Blergt. Pedante nada. Nem tivemos lua-de-mel!!! Qual o problema de descrever o paraíso???? Todo mundo deveria ter a chance de conhecê-lo!!!!
Bom, pelo visto, o problema é pessoal: quem manda não escrever com frequência??? Até o blog fica rebelde...
(ok, o humor não está dos melhores. Quem sabe a TPM passando eu não volto a tentar postar alguma foto!?!?!?)
quarta-feira, abril 12, 2006
Mulher no volante, perigo constante
Tenho horror a ditados como este do título. Até porque, venho de uma família onde a mulherada sempre dirigiu e muito bem, obrigada. Tirando a Patrícia - minha irmã do meio -, todas lá em casa dirigiam e minha mãe dava um banho no meu pai, apesar dela ter parado de dirigir depois que voltou pro Rio. Devo reconhecer que sou um pouco estressadinha, de vez em quando corto um ou outro, meu pé é um pouco pesado (ou seja, 60 km/h é passo de tartaruga), mas dizer que sou um perigo no volante e que dirijo mal, isso eu não tolero.
Alguém por acaso já conseguiu estacionar em frente a um bar lotado de gente, numa vaga que mal cabia uma agulha, de primeira e ser aplaudida pelo bar inteiro???? Bom, eu já! Mas não preciso dessas demonstrações e exibicionismo, dirijo bem e ponto final.
Mas enfim, tudo isso foi pra dizer que estava eu bem relaxada, feliz, contente, depois de um belo e prazeroso fim de semana no paraíso, procurando um posto de gasolina pelas ruas de Curitiba quando um filho da mãe resolve parar de repente e tem um velho dirigindo um Uno atrás desse primeiro filho da mãe e ainda um imbecil da pior espécie atrás de mim que acha que dá e não dá e pow!!!! Bate na minha traseira, sai correndo, me xinga e foge.... ahhhhhhh, meu amigo, você mexeu com o perigo e de boa motorista me transformei num bicho, quase uma leoa defendendo o seu filhote.
Sabe perseguição policial de filme de Hollywood???? Foi quase igual, a exceção é que nos filmes ninguém fica buzinando como uma maluca, porque o sinal fechou e essa maluca - nesse caso, euzinha mesmo - continua buzinando e avança o sinal atrás do carro do sujeito. Até que ele se deu mal e teve que parar no outro sinal. Desci do carro com os nervos a flor da pele: seu louco!!!! Gritei. Sabe o que ouvi??? “Você dirige muito mal, como você freia três vezes seguidas?????”.
Páaaaaaaaaara tudo que eu quero descer desse trem!!!!!!!!
Eu dirijo mal, o cara bate na minha traseira e reclama que eu freei três vezes???????? Ou eu volto a fazer aulas de direção ou eu me recuso a discutir com um homem desses.
PS1: o carro dele amassou bem, porque ele bateu com a lateral e destruiu o pára-choque. O nosso, só foi um arranhão, nada demais, mas ele vai pagar a tinta.
PS2: comentário do Rogerio: "se eu estivesse dirigindo, teria parado no primeiro sinal".
PS3: paramos no posto cinco minutos depois. Minhas pernas tremiam feito bambu no vento... O momento “macho pra cacete” tinha ido embora e eu só queria chorar e socar o imbecil....
Alguém por acaso já conseguiu estacionar em frente a um bar lotado de gente, numa vaga que mal cabia uma agulha, de primeira e ser aplaudida pelo bar inteiro???? Bom, eu já! Mas não preciso dessas demonstrações e exibicionismo, dirijo bem e ponto final.
Mas enfim, tudo isso foi pra dizer que estava eu bem relaxada, feliz, contente, depois de um belo e prazeroso fim de semana no paraíso, procurando um posto de gasolina pelas ruas de Curitiba quando um filho da mãe resolve parar de repente e tem um velho dirigindo um Uno atrás desse primeiro filho da mãe e ainda um imbecil da pior espécie atrás de mim que acha que dá e não dá e pow!!!! Bate na minha traseira, sai correndo, me xinga e foge.... ahhhhhhh, meu amigo, você mexeu com o perigo e de boa motorista me transformei num bicho, quase uma leoa defendendo o seu filhote.
Sabe perseguição policial de filme de Hollywood???? Foi quase igual, a exceção é que nos filmes ninguém fica buzinando como uma maluca, porque o sinal fechou e essa maluca - nesse caso, euzinha mesmo - continua buzinando e avança o sinal atrás do carro do sujeito. Até que ele se deu mal e teve que parar no outro sinal. Desci do carro com os nervos a flor da pele: seu louco!!!! Gritei. Sabe o que ouvi??? “Você dirige muito mal, como você freia três vezes seguidas?????”.
Páaaaaaaaaara tudo que eu quero descer desse trem!!!!!!!!
Eu dirijo mal, o cara bate na minha traseira e reclama que eu freei três vezes???????? Ou eu volto a fazer aulas de direção ou eu me recuso a discutir com um homem desses.
PS1: o carro dele amassou bem, porque ele bateu com a lateral e destruiu o pára-choque. O nosso, só foi um arranhão, nada demais, mas ele vai pagar a tinta.
PS2: comentário do Rogerio: "se eu estivesse dirigindo, teria parado no primeiro sinal".
PS3: paramos no posto cinco minutos depois. Minhas pernas tremiam feito bambu no vento... O momento “macho pra cacete” tinha ido embora e eu só queria chorar e socar o imbecil....
A matemática perfeita
Faça a seguinte soma:
Show do Lenine, na 6a feira + teatro com Pedro Paulo Rangel (Soppa de Letra) e espumante argentino com tábua de queijos, no sábado + café da manhã na Provence (um dos melhores lugares do mundo, curitibano é bom dizer), no domingo + viagem de dois dias para Ponta dos Gachos.
Qual o resultado???
Um dos melhores finais de semana da vida!!!!!!!!!!
Show do Lenine, na 6a feira + teatro com Pedro Paulo Rangel (Soppa de Letra) e espumante argentino com tábua de queijos, no sábado + café da manhã na Provence (um dos melhores lugares do mundo, curitibano é bom dizer), no domingo + viagem de dois dias para Ponta dos Gachos.
Qual o resultado???
Um dos melhores finais de semana da vida!!!!!!!!!!
sexta-feira, abril 07, 2006
Marisa Monte, quanto vale??
R$ 200,00!!!
Isso mesmo.
Acreditem se quiser!!!
A turnê nacional da Marisa Monte começa por Curitiba. Serão três noites no Teatro Guaíra, o maior e principal palco da cidade. E o ingresso da platéia custa singelos R$ 200,00. Ok, aqui já é meio tradicional algumas "promoções" onde qualquer mortal, e não apenas estudantes e aposentados, paga meia entrada ao levar um quilo de alimento (hoje vamos ao show do Lenine levando 1Kg de arroz cada um e pagando meia entrada), mas é sempre um preço mais ou menos normal. O mais caro que pagamos foi da Maria Rita, R$ 80,00 + 1kg de alimento. Mas R$ 200,00 é meio forte pra assistir a Marisa cantar canções de ninar, né não!? Tá bem, o show dela costuma a ter uma batida que o CD não tem, mesmo assim, são R$ 200,oo por cabeça. Ok, ok, mais uma chance: quem levar um livro não didático usado, paga meia. Seriam R$ 100,00 por pessoa...
Sei não, mas tô desconfiada que o departamento financeiro dessa casa não vai liberar não...
Isso mesmo.
Acreditem se quiser!!!
A turnê nacional da Marisa Monte começa por Curitiba. Serão três noites no Teatro Guaíra, o maior e principal palco da cidade. E o ingresso da platéia custa singelos R$ 200,00. Ok, aqui já é meio tradicional algumas "promoções" onde qualquer mortal, e não apenas estudantes e aposentados, paga meia entrada ao levar um quilo de alimento (hoje vamos ao show do Lenine levando 1Kg de arroz cada um e pagando meia entrada), mas é sempre um preço mais ou menos normal. O mais caro que pagamos foi da Maria Rita, R$ 80,00 + 1kg de alimento. Mas R$ 200,00 é meio forte pra assistir a Marisa cantar canções de ninar, né não!? Tá bem, o show dela costuma a ter uma batida que o CD não tem, mesmo assim, são R$ 200,oo por cabeça. Ok, ok, mais uma chance: quem levar um livro não didático usado, paga meia. Seriam R$ 100,00 por pessoa...
Sei não, mas tô desconfiada que o departamento financeiro dessa casa não vai liberar não...
Futura ex-atriz frustrada
A próxima novela das 20h não terá sua melhor e maior estrela.
Quem??? Euzinha, claro!
Ora, pelotas, quem mais poderia ser!?
Um talento nato desses completamente deixado de lado...
Tá bem, tá bem, tá bem. Exagero, quer dizer, só um pouquinho de exagero. Talvez não fosse nenhuma protagonista, poderia começar com um papel pequeno, não me importaria. Afinal, eu sei que as outras também merecem ter seus dias de atriz principal.
Enfim, nenhuma coisa, nem outra, porque depois de ficar um mês esperando pela primeira aula de teatro, dias de expectativa, dias ligando para o curso pra saber quando começariam as aulas e quando elas começam, quantos alunos têm??? UM!!! EU!! Cara, como foi frustrante!! Ainda mais que tive que "encenar" algumas situações para uma platéia e-n-o-r-m-e... o professor... Sem comentários. Talvez quando voltarmos de viagem entre para a outra turma que tem meia dúzia de gatos pingados.
Pelo visto, nem pra ser ponta da novela do SBT eu vou conseguir.
PS: sem querer ser chata e metida, mas já sendo, amanhã aprenderei a fazer pão com o pão (trocadilho mais batido impossível) com o Olivier Anquier. Déborah Block e Ro que se cuidem...
Quem??? Euzinha, claro!
Ora, pelotas, quem mais poderia ser!?
Um talento nato desses completamente deixado de lado...
Tá bem, tá bem, tá bem. Exagero, quer dizer, só um pouquinho de exagero. Talvez não fosse nenhuma protagonista, poderia começar com um papel pequeno, não me importaria. Afinal, eu sei que as outras também merecem ter seus dias de atriz principal.
Enfim, nenhuma coisa, nem outra, porque depois de ficar um mês esperando pela primeira aula de teatro, dias de expectativa, dias ligando para o curso pra saber quando começariam as aulas e quando elas começam, quantos alunos têm??? UM!!! EU!! Cara, como foi frustrante!! Ainda mais que tive que "encenar" algumas situações para uma platéia e-n-o-r-m-e... o professor... Sem comentários. Talvez quando voltarmos de viagem entre para a outra turma que tem meia dúzia de gatos pingados.
Pelo visto, nem pra ser ponta da novela do SBT eu vou conseguir.
PS: sem querer ser chata e metida, mas já sendo, amanhã aprenderei a fazer pão com o pão (trocadilho mais batido impossível) com o Olivier Anquier. Déborah Block e Ro que se cuidem...
quarta-feira, abril 05, 2006
Contagem regressiva
Já começamos a contar os dias para mais um período de férias. Bom, férias pra mim é meio relativo, porque há um ano estou nesse ritmo. Mas pro Rogério (alguém tem que trabalhar nessa casa) são férias mesmo. Merecidas, diga-se de passagem.
Vamos fazer um ano de casados (isso também é relativo, afinal, dividimos o mesmo teto há quatro anos) e vamos nos dar ao luxo de passar dois dias na Ponta dos Ganchos. Um resort exclussivérrimo (óbvio que essa palavra nem deve existir), antes de Florianópolis, no litoral de Santa Catarina. Depois, voltamos pra Curitiba e na quinta-feira, véspera da Semana Santa, vamos de carro, pela primeira vez, pro Rio. Rever amigos, família e curtir mais uma temporada como turistas na Cidade Maravilhosa. Vamos aproveitar um pouco mais do “verão” carioca, porque por aqui, os sinais de outono são evidentes e sair na rua sem um casaquinho na bolsa já é quase impossível.
Enquanto as férias não chegam, vou contando alguns dos acontecimentos das últimas semanas. Finalmente me chamaram pra trabalhar como voluntária no evento da ONU (Cop8 Mop3). Fiquei com um grupo bem eclético, que incluía um descendente de japonês, um empresário, um xará do Rogerio e um engenheiro também desempregado. E de uma certa forma, fomos privilegiados, porque fomos o único grupo de voluntários com direito a entrar no Plenário e a crachá VIP. Ah! Ficamos responsáveis pelos índios!! E como tem índio diferente pelo mundo... Tirando os índios sul-americanos que têm todos a mesma cara do presidente da Bolívia, os índios noruegueses parecem que saíram de uma propaganda da Benetton e os índios russos fedem mais do que os franceses. Um horror!!!! Bom, pelo menos deu pra arranhar o inglês e o espanhol e como me disse uma amiga: nada como contribuir para a Paz mundial.
Agora, as conseqüências de ficar um ano sem trabalhar são quase trágicas: acordar cedo durante uma semana foi uma das piores coisas da vida... Sem contar que meu joelho, graças a Lagoinha do Leste, foi para p beleléu de vez e agora vou ter que fazer fisioterapia, porque segundo o médico e a ressonância magnética que fiz, tenho uma “úlcera” na patela (que eu, não sei porque, insisto em chamar de palheta...). Mas a fisioterapia vai ficar para a volta das férias.
Sexta-feira passada vimos “A Era do Gelo 2” e descobri que o Fernando (nosso filho mais novo) ri tão engraçado quanto o Rogerio. Vai ser difícil ir ao cinema ver comédia com esses dois. Depois caímos, sem querer, num boteco onde o Derico, do Sexteto do Jô Soares, ia fazer um show. Ficamos, apesar de que devíamos ter perguntado o valor do couvert, foi legalzinho, mas não tenho paciência alguma pra povo mal educado e que fica falando no meio do show. Oh, raça!!!
Domingo mantivemos a mais nova tradição da cidade e fizemos um almoço aqui em casa com os cariocas de Curitiba. Dessa vez foi um festival de crepe e de Smirnoff Ice. Delícia, viu!?
PS: cheiros de outono invadem a cidade. Além do cheiro de terra molhada, durante uma semana, toda noite ia dormir com o cheiro da Dama da Noite, uma flor superultrahiper perfumada, que me lembra demais minha mãe. Eu estava parecendo o esquilo do filme “A era do gelo” quando sente o cheiro da noz, só mexendo o nariz pra sentir melhor o perfume. Delícia...
Vamos fazer um ano de casados (isso também é relativo, afinal, dividimos o mesmo teto há quatro anos) e vamos nos dar ao luxo de passar dois dias na Ponta dos Ganchos. Um resort exclussivérrimo (óbvio que essa palavra nem deve existir), antes de Florianópolis, no litoral de Santa Catarina. Depois, voltamos pra Curitiba e na quinta-feira, véspera da Semana Santa, vamos de carro, pela primeira vez, pro Rio. Rever amigos, família e curtir mais uma temporada como turistas na Cidade Maravilhosa. Vamos aproveitar um pouco mais do “verão” carioca, porque por aqui, os sinais de outono são evidentes e sair na rua sem um casaquinho na bolsa já é quase impossível.
Enquanto as férias não chegam, vou contando alguns dos acontecimentos das últimas semanas. Finalmente me chamaram pra trabalhar como voluntária no evento da ONU (Cop8 Mop3). Fiquei com um grupo bem eclético, que incluía um descendente de japonês, um empresário, um xará do Rogerio e um engenheiro também desempregado. E de uma certa forma, fomos privilegiados, porque fomos o único grupo de voluntários com direito a entrar no Plenário e a crachá VIP. Ah! Ficamos responsáveis pelos índios!! E como tem índio diferente pelo mundo... Tirando os índios sul-americanos que têm todos a mesma cara do presidente da Bolívia, os índios noruegueses parecem que saíram de uma propaganda da Benetton e os índios russos fedem mais do que os franceses. Um horror!!!! Bom, pelo menos deu pra arranhar o inglês e o espanhol e como me disse uma amiga: nada como contribuir para a Paz mundial.
Agora, as conseqüências de ficar um ano sem trabalhar são quase trágicas: acordar cedo durante uma semana foi uma das piores coisas da vida... Sem contar que meu joelho, graças a Lagoinha do Leste, foi para p beleléu de vez e agora vou ter que fazer fisioterapia, porque segundo o médico e a ressonância magnética que fiz, tenho uma “úlcera” na patela (que eu, não sei porque, insisto em chamar de palheta...). Mas a fisioterapia vai ficar para a volta das férias.
Sexta-feira passada vimos “A Era do Gelo 2” e descobri que o Fernando (nosso filho mais novo) ri tão engraçado quanto o Rogerio. Vai ser difícil ir ao cinema ver comédia com esses dois. Depois caímos, sem querer, num boteco onde o Derico, do Sexteto do Jô Soares, ia fazer um show. Ficamos, apesar de que devíamos ter perguntado o valor do couvert, foi legalzinho, mas não tenho paciência alguma pra povo mal educado e que fica falando no meio do show. Oh, raça!!!
Domingo mantivemos a mais nova tradição da cidade e fizemos um almoço aqui em casa com os cariocas de Curitiba. Dessa vez foi um festival de crepe e de Smirnoff Ice. Delícia, viu!?
PS: cheiros de outono invadem a cidade. Além do cheiro de terra molhada, durante uma semana, toda noite ia dormir com o cheiro da Dama da Noite, uma flor superultrahiper perfumada, que me lembra demais minha mãe. Eu estava parecendo o esquilo do filme “A era do gelo” quando sente o cheiro da noz, só mexendo o nariz pra sentir melhor o perfume. Delícia...
quarta-feira, março 29, 2006
Quase uma cidadã curitibana
Curitiba completa hoje 313 anos de idade e, como em todas as comemorações de aniversário de qualquer cidade aqui no Brasil, ia ter também um bolo de 313 metros que provavelmente deve ter sido devorado em segundos. Por conta do lance do voluntariado da ONU – cujas esperanças para ser chamada tinham ido água abaixo, mas que no último minuto aconteceu – tive que tirar meu cartão de usuário de transporte público. Uma espécie de vale-transporte moderno (se o Rio não for tão atrasado assim, já deve ter também), onde a empresa ou você mesmo pode “recarregar” com o saldo de passagens que quiser.
De posse do meu cartão de usuário e depois de assistir a quatro peças (cujas críticas você pode ler e se divertir no blog do Rogério) do Festival de Teatro já estou me sentindo quase uma cidadã curitibana.
O festival impressiona mesmo. A oferta de peças e espetáculos teatrais é impressionante. Mas também é um risco, porque poucas delas entraram em cartaz e muitas companhias que vêm para o festival, provavelmente você nunca ouviu falar. A nossa grande decepção foi no dia mais esperado: o primeiro e no local que desperta a maior curiosidade, a Ópera de Arame (foto ao lado, tirada
numa das primeiras visitas de turista ao local). Infelizmente a peça – “O auto do Circo” - não era boa, longa, arrastada. O teatro é gigantesco e o sistema de captação de áudio estava péssimo e foi impossível de ouvir alguns personagens falando. Tudo bem, o lugar é muito bacana, à noite fica mais bonito ainda, mas tem que estar mais bem preparado pra receber um espetáculo. Decepcionou um pouco. E ok, o texto da peça também era ruim, então mesmo com o áudio bom não ia adiantar muita coisa. O bom é que a seleção de peças que fizemos foi melhorando a cada dia, e vimos coisas boas, como “Werther” – cujo texto é lindo demais -, “Rastro de Luz” e “Mulher Desiludida”. E como teatro combina com cerveja (ainda mais ganhando um vale cerveja por pessoa e por peça), aproveitamos para conhecer novos bares, como o Wonka Bar – com gente mais normal e um som bacana – e o Boteco de Sampa, que tem uma das cervejas mais geladas da cidade. Pelo menos saímos do eixo Batel-Centro-Água Verde e demos uma boa variada.
Ah!! Antes que eu me esqueça: Feliz aniversário, Curitiba.
De posse do meu cartão de usuário e depois de assistir a quatro peças (cujas críticas você pode ler e se divertir no blog do Rogério) do Festival de Teatro já estou me sentindo quase uma cidadã curitibana.
O festival impressiona mesmo. A oferta de peças e espetáculos teatrais é impressionante. Mas também é um risco, porque poucas delas entraram em cartaz e muitas companhias que vêm para o festival, provavelmente você nunca ouviu falar. A nossa grande decepção foi no dia mais esperado: o primeiro e no local que desperta a maior curiosidade, a Ópera de Arame (foto ao lado, tirada
numa das primeiras visitas de turista ao local). Infelizmente a peça – “O auto do Circo” - não era boa, longa, arrastada. O teatro é gigantesco e o sistema de captação de áudio estava péssimo e foi impossível de ouvir alguns personagens falando. Tudo bem, o lugar é muito bacana, à noite fica mais bonito ainda, mas tem que estar mais bem preparado pra receber um espetáculo. Decepcionou um pouco. E ok, o texto da peça também era ruim, então mesmo com o áudio bom não ia adiantar muita coisa. O bom é que a seleção de peças que fizemos foi melhorando a cada dia, e vimos coisas boas, como “Werther” – cujo texto é lindo demais -, “Rastro de Luz” e “Mulher Desiludida”. E como teatro combina com cerveja (ainda mais ganhando um vale cerveja por pessoa e por peça), aproveitamos para conhecer novos bares, como o Wonka Bar – com gente mais normal e um som bacana – e o Boteco de Sampa, que tem uma das cervejas mais geladas da cidade. Pelo menos saímos do eixo Batel-Centro-Água Verde e demos uma boa variada.Ah!! Antes que eu me esqueça: Feliz aniversário, Curitiba.
terça-feira, março 21, 2006
E o outono chegou
Aqui de casa, sentimos logo a mudança de estação. Não só pelo vento ou porque a temperatura cai bastante à noite, mas sim pela luz do sol. É incrível a rotação dela e de como nossa casa fica bonita no final da tarde. E sem contar, é claro, com o espetáculo do pôr-do-sol, que cria tons avermelhados no céu e eu, pelo menos, fico admirando quase todos os dias. (normalmente durante a semana, a essa hora, o Rogério tá trabalhando, né!?).
Mas vamos deixar esse papo um tanto quanto poético de lado e contar algumas coisinhas. Assim que voltamos do carnaval, recebi um e-mail da FGV falando sobre o evento da ONU que agita (??) a cidade durante esse mês de março. Fui na tal da reunião, que convidou os participantes a trabalharem como voluntários durante o evento. Pensei ser uma boa oportunidade para fazer alguma coisa e também para conhecer pessoas. Logo nessa reunião-convocação algumas coisas me deixaram bem irritadas, do tipo: “vamos fazer diferente da ECO 92, não vamos enfeitar a cidade e deixa-la bonita para turista ver”, dizia a organizadora dos voluntários. OBS: desde quando precisa enfeitar o Rio para deixa-lo bonito???? Outra: “não vamos fazer como na ECO 92 em que o governo do estado montou diversos outdoors para cobrir as favelas”. OBS: desde quando um outdoor consegue cobrir as favelas do Rio??? Mais uma: “vamos mostrar que os curitibanos são simpáticos e principalmente solidários, afinal nossa colonização é européia”. ???????????????????????????????? Juro que tive vontade de levantar e ir embora. Mas, exerci meu dever como cidadã brasileira e continuei ouvindo essas e outras baboseiras. Isso foi numa sexta-feira, e no sábado e domingo seguintes teria um curso de capacitação para os voluntários.
E lá fui eu pro tal do curso de capacitação, com os olhos inchados de tanto chorar, pois na manhã de sábado levei minha máquina para ver seu estado e o carinha foi taxativo: essa aí, já era. O curso era de uma inutilidade total, quer dizer, acho até que pra algumas pessoas pode ter servido de alguma coisa, mas ir pra lá pra ouvir a mesma coisa (incrível como a organizadora não mudou uma vírgula de suas frases imbecis) e pra saber que não se deve olhar para a mulher de um árabe...
Não contente com esse dia, ainda voltei no domingo. Tudo pelo social!!!
E de novo, coisas que a gente não consegue entender. Passo quatro horas de sábado sentada ao lado de algumas pessoas, elas são incapazes de trocar um “a” com você (mesmo você tentando puxar conversa), no dia seguinte, você encontra essas mesmas pessoas, que estão ali pelo mesmo motivo que você, elas se sentam ao seu lado e passam mais quatro horas ali e nos olham como se nunca tivessem nos visto!!!!! Juro que isso é demais para a minha cabeça tão tacanha!!!
No entanto, a gota d’água ficou por conta do tal “voluntário”, que veio de São Paulo só pra contar a sua história. O cara parecia um padre, vestido todo de preto com a camisa abotoada até em cima, magro feito um vara pau e com uma desenvoltura no palco que parecia que ele estava convocando a todos para vender produtos da Amyway. Enfim, acho que já esqueci parte do que ele falou (sim, de vez em quando é bom ter uma memória seletiva), mas o que mais me impressionou foi a seguinte frase: “ser voluntário dá dinheiro. Não me perguntem como, mas hoje, graças ao meu papel de voluntário tenho um patrimônio de mais de 10 milhões de dólares”, seguido de um sonoro “ooooohhhh”, por parte da platéia.
Peraí: voluntário + U$ 10 milhões??? Alguma coisa está fora da ordem.
Já estamos no dia 21 de março, o outono já começou, eu tive que tomar vacina tríplice viral, tirar cartão de usuário de ônibus e até agora, ninguém me chamou...
Mas vamos deixar esse papo um tanto quanto poético de lado e contar algumas coisinhas. Assim que voltamos do carnaval, recebi um e-mail da FGV falando sobre o evento da ONU que agita (??) a cidade durante esse mês de março. Fui na tal da reunião, que convidou os participantes a trabalharem como voluntários durante o evento. Pensei ser uma boa oportunidade para fazer alguma coisa e também para conhecer pessoas. Logo nessa reunião-convocação algumas coisas me deixaram bem irritadas, do tipo: “vamos fazer diferente da ECO 92, não vamos enfeitar a cidade e deixa-la bonita para turista ver”, dizia a organizadora dos voluntários. OBS: desde quando precisa enfeitar o Rio para deixa-lo bonito???? Outra: “não vamos fazer como na ECO 92 em que o governo do estado montou diversos outdoors para cobrir as favelas”. OBS: desde quando um outdoor consegue cobrir as favelas do Rio??? Mais uma: “vamos mostrar que os curitibanos são simpáticos e principalmente solidários, afinal nossa colonização é européia”. ???????????????????????????????? Juro que tive vontade de levantar e ir embora. Mas, exerci meu dever como cidadã brasileira e continuei ouvindo essas e outras baboseiras. Isso foi numa sexta-feira, e no sábado e domingo seguintes teria um curso de capacitação para os voluntários.
E lá fui eu pro tal do curso de capacitação, com os olhos inchados de tanto chorar, pois na manhã de sábado levei minha máquina para ver seu estado e o carinha foi taxativo: essa aí, já era. O curso era de uma inutilidade total, quer dizer, acho até que pra algumas pessoas pode ter servido de alguma coisa, mas ir pra lá pra ouvir a mesma coisa (incrível como a organizadora não mudou uma vírgula de suas frases imbecis) e pra saber que não se deve olhar para a mulher de um árabe...
Não contente com esse dia, ainda voltei no domingo. Tudo pelo social!!!
E de novo, coisas que a gente não consegue entender. Passo quatro horas de sábado sentada ao lado de algumas pessoas, elas são incapazes de trocar um “a” com você (mesmo você tentando puxar conversa), no dia seguinte, você encontra essas mesmas pessoas, que estão ali pelo mesmo motivo que você, elas se sentam ao seu lado e passam mais quatro horas ali e nos olham como se nunca tivessem nos visto!!!!! Juro que isso é demais para a minha cabeça tão tacanha!!!
No entanto, a gota d’água ficou por conta do tal “voluntário”, que veio de São Paulo só pra contar a sua história. O cara parecia um padre, vestido todo de preto com a camisa abotoada até em cima, magro feito um vara pau e com uma desenvoltura no palco que parecia que ele estava convocando a todos para vender produtos da Amyway. Enfim, acho que já esqueci parte do que ele falou (sim, de vez em quando é bom ter uma memória seletiva), mas o que mais me impressionou foi a seguinte frase: “ser voluntário dá dinheiro. Não me perguntem como, mas hoje, graças ao meu papel de voluntário tenho um patrimônio de mais de 10 milhões de dólares”, seguido de um sonoro “ooooohhhh”, por parte da platéia.
Peraí: voluntário + U$ 10 milhões??? Alguma coisa está fora da ordem.
Já estamos no dia 21 de março, o outono já começou, eu tive que tomar vacina tríplice viral, tirar cartão de usuário de ônibus e até agora, ninguém me chamou...
quinta-feira, março 16, 2006
Cenas do Carnaval
Já estamos quase na Semana Santa (ok, exagero), e eu ainda não escrevi nada sobre o carnaval. Bom, a maioria deve saber que fomos pra Florianópolis, desta vez acompanhados de nossos "filhos", Moniquinha e Fernando (este em processo de adaptação - tanto em relação aos seus "novos pais", quanto ao seu futuro em Curitiba). Mas na verdade, rola uma certa preguiça e devo dizer, escrever sobre o carnaval significa relembrar uma das coisas mais tristes que me aconteceu: o afogamento da minha Nikon N80, filha única de mãe solteira que, provavelmente, nunca mais vou ter de volta ou outra igual. Até que renderia um post cômico se não fosse trágico. Quem sabe, quando eu souber do diagnóstico dela (no momento, estão fazendo respiração boca-a-boca, pra ver se ela dá sinais de vida), eu não escrevo alguma coisa sobre o episódio!?
Então, vou postar algumas fotos que não postei no fotolog, tentando contar alguns acontecimentos.

Esta é a nossa Pousada, a Tamarindo, que fica em frente (porém um pouco longe) a Praia do Campeche ou Novo Campeche. Ficamos muito bem localizados, longe da muvuca, e perto das praias do Sul da Ilha. Além disso, o quarto era maravilhoso, com direito a uma geladeira enorme, cheia de cervejas, Smirnoff Ice, prosecco, coca-cola e água (devidamente abastecida por nós mesmo). A foto foi tirada na sala de leitura, perto de onde tomávamos o café da manhã. Aliás, que café!!! Pão caseiro todos os dias e bolos maravil
hosos.
No sábado de carnaval, foi aniversário do Fernandinho e como boa mãe que sou, pedi na semana anterior, que o pessoal da Pousada preparasse uma torta ou comprasse um bolo pronto. E não é que a moça, que eu esqueci o nome e que é uma cozinheira de mão cheia, preparou esse bolo delicioso?!!?!? Gente, que coisa boa, viu?! Comemos bolo o carnaval inteiro. Mas o melhor foi o Fernando pensando se ia ou não oferecer bolo aos "rapazes" que estavam ao nosso lado... hehehehehe

No sábado, fomos para a Ilha do Campeche, conhecemos a Pedra Fincada, tomamos cervejas bem geladas e comemos um camarão delicioso. Depois, ficamos passeando pelas rochas da praia da Armação (onde se pega o barco para a Ilha do Campeche) e partimos para a Pousada, para curtir mais sol, piscina e claro, cerveja. De noite, para comemorar o aniversário do Fernando, tentamos entrar no El Divino Lounge Bar, mas o lugar era muito fenci e caro. Partimos então, para um japonês, onde, pra variar, uma das besteiras que falei foi motivo para risadas à noite inteira... sem comentários.

Domingo, partimos pra Guarda do Embaú. E vou te dizer, tava num mau humor de cão!!!! Não sei o que mais me estressou, mas o fato do Rogerio ficar escolhendo o estacionamento, acabou comigo. Pra piorar, ele escolhe o ÚNICO que cobrava R$ 10,00 e que tinha uma menina mais doida que nossos amigos freqüentadores do Posto 9. Bom, nem preciso dizer, a confusão que rolou. Esse capítulo também mereceria um post só pra ele. Pra ter uma idéia rápida do que ouvimos da pessoa em questão: "como vocês entram num lugar, sem serem convidados??" - detalhe: a porta do estacionamento estava aberta e um cartaz enorme de estacione aqui estava na mesma!!!! Enfim, não rola colocar agora todo o papo com a doida, mas depois vou tentar escrever
melhor. Além disso, a praia tava cheia, tava ventando, e claro, eu tava de TPM. Depois da Guarda, fomos almoçar no Bar do Arante, um dos mais famosos da ilha (já em Floripa, em Pântano do Sul). Cerveja + comida = humor melhor. E já estava querendo até sair no bloco da família do Arante. Mundo pequeno: quando voltávamos para a Pousada, lá estavam todos do Bloco do Arante e mais alguns outros pequenos blocos "desfilando" no carnaval do Campeche. Claro, que com minha cara de pau que me é peculiar, até ganhei uma camiseta do bloco!!! Acompanhamos o desfile por uns 500m e isso foi o mais perto de carnaval que chegamos...
Na segunda-feira, Moniquinha e Fernando foram para a Lagoinha do Leste e eu e Ro fomos para a Praia do Matadeiro, que fica entre a Armação e a Lagoinha do Leste. Tranqüila, sem muito sol, com águas relativamente calmas e numa temperatura ótima. Ficamos lá, até nossos filhos darem sinal de vida. Afinal, ir pra Lagoinha do Leste não é pra qualquer um. De lá, partimos para o Ostradamus, restaurante delícia em Ribeirão da Ilha. Bom demais!!!! De resto, nos divertimos como na noite anterior, Fernando bebendo Smirnoff Ice e falando besteira, Moniquinha reclamando dos jogos e escola de samba na TV.
Tá vendo esse pontinho lá embaixo, na foto ao lado??? É o Ro!!! Mas antes de explicar, preciso dizer, se
eu pudesse, teria feito tudo diferente neste dia. Teria ouvido minha intuição, e se pudesse apagaria de vez este dia da minha vida. Calma, calma. Foi uma tragédia sim, mas tenho que fazer meu drama também, afinal, perdi uma das minhas grandes companheiras de viagem: minha Nikon N80. Se afogou... No mar do Campeche. Mas antes disso, fomos nas dunas da Joaquina. Rogerio desceu uma ribanceira de areia enorme numa prancha de sandboard, depois, claro de ficar quase meia hora pensando qual tática usar... Ele conseguiu descer quase toda, só no finzinho é que ele "capotou". Mas foi lindo!!! Depois, eu e ele descemos uma pequena. Mas subir de volta essa montanha de areia, num sol escaldante... ninguém merece. Pagamos o nosso mico diário e fomos pra Praia do Campeche, pertinho da
pousada. Sol, vento, mar agitado mas numa temperatura maravilhosa, e conchinhas, mariscos, tatuis, bichinhos e sei lá mais o quê na beira da água. Claro, depois de anos só indo a praia poluída, encontrar esses bichinhos dando mole é um prato cheio para ficarmos horas catando e vendo - que nem uns idiotas, diga-se de passagem - eles se enterrando na areia. Bom, quem avisa amigo é, e o mar até que tentou avisar: a primeira onda chegou perto. Malandros, ratos de praia, Posto 9, Ipanema... não demos a menor bola e a segunda onda não perdoou. Foi TUDO pro mar. O Fernando bem que tentou, mas quase nada se salvou e minha máquina que estava em cima da canga tomou o seu maior caldo. Chorei, mas chorei muito...
Bom, o resto do dia foi triste, mas acabei me divertindo, principalmente depois das várias tentativas de incendiarmos umas lagartas, ou sei lá que bichos eram esses, que rondavam a piscina da pousada. Sim, depois do afogamento, voltamos para a pousada porque não tinha clima pra fazer mais nada.
No balanço final, o carnaval foi mais do que positivo. Fernandinho e Moniquinha são companhias maravilhosas e se comportaram direitinho. Ok, ok, eles reclamam de vez em quando, principalmente pra colocar o cinto de segurança, mas nada que umas palmadas não resolvam. O tempo ajudou bastante e como primeiro carnaval longe do Rio depois de anos, foi ótimo. E isso, vindo de alguém que adora carnaval, não é pouca coisa, não!!
Então, vou postar algumas fotos que não postei no fotolog, tentando contar alguns acontecimentos.

Esta é a nossa Pousada, a Tamarindo, que fica em frente (porém um pouco longe) a Praia do Campeche ou Novo Campeche. Ficamos muito bem localizados, longe da muvuca, e perto das praias do Sul da Ilha. Além disso, o quarto era maravilhoso, com direito a uma geladeira enorme, cheia de cervejas, Smirnoff Ice, prosecco, coca-cola e água (devidamente abastecida por nós mesmo). A foto foi tirada na sala de leitura, perto de onde tomávamos o café da manhã. Aliás, que café!!! Pão caseiro todos os dias e bolos maravil
hosos. No sábado de carnaval, foi aniversário do Fernandinho e como boa mãe que sou, pedi na semana anterior, que o pessoal da Pousada preparasse uma torta ou comprasse um bolo pronto. E não é que a moça, que eu esqueci o nome e que é uma cozinheira de mão cheia, preparou esse bolo delicioso?!!?!? Gente, que coisa boa, viu?! Comemos bolo o carnaval inteiro. Mas o melhor foi o Fernando pensando se ia ou não oferecer bolo aos "rapazes" que estavam ao nosso lado... hehehehehe

No sábado, fomos para a Ilha do Campeche, conhecemos a Pedra Fincada, tomamos cervejas bem geladas e comemos um camarão delicioso. Depois, ficamos passeando pelas rochas da praia da Armação (onde se pega o barco para a Ilha do Campeche) e partimos para a Pousada, para curtir mais sol, piscina e claro, cerveja. De noite, para comemorar o aniversário do Fernando, tentamos entrar no El Divino Lounge Bar, mas o lugar era muito fenci e caro. Partimos então, para um japonês, onde, pra variar, uma das besteiras que falei foi motivo para risadas à noite inteira... sem comentários.

Domingo, partimos pra Guarda do Embaú. E vou te dizer, tava num mau humor de cão!!!! Não sei o que mais me estressou, mas o fato do Rogerio ficar escolhendo o estacionamento, acabou comigo. Pra piorar, ele escolhe o ÚNICO que cobrava R$ 10,00 e que tinha uma menina mais doida que nossos amigos freqüentadores do Posto 9. Bom, nem preciso dizer, a confusão que rolou. Esse capítulo também mereceria um post só pra ele. Pra ter uma idéia rápida do que ouvimos da pessoa em questão: "como vocês entram num lugar, sem serem convidados??" - detalhe: a porta do estacionamento estava aberta e um cartaz enorme de estacione aqui estava na mesma!!!! Enfim, não rola colocar agora todo o papo com a doida, mas depois vou tentar escrever
melhor. Além disso, a praia tava cheia, tava ventando, e claro, eu tava de TPM. Depois da Guarda, fomos almoçar no Bar do Arante, um dos mais famosos da ilha (já em Floripa, em Pântano do Sul). Cerveja + comida = humor melhor. E já estava querendo até sair no bloco da família do Arante. Mundo pequeno: quando voltávamos para a Pousada, lá estavam todos do Bloco do Arante e mais alguns outros pequenos blocos "desfilando" no carnaval do Campeche. Claro, que com minha cara de pau que me é peculiar, até ganhei uma camiseta do bloco!!! Acompanhamos o desfile por uns 500m e isso foi o mais perto de carnaval que chegamos...
Na segunda-feira, Moniquinha e Fernando foram para a Lagoinha do Leste e eu e Ro fomos para a Praia do Matadeiro, que fica entre a Armação e a Lagoinha do Leste. Tranqüila, sem muito sol, com águas relativamente calmas e numa temperatura ótima. Ficamos lá, até nossos filhos darem sinal de vida. Afinal, ir pra Lagoinha do Leste não é pra qualquer um. De lá, partimos para o Ostradamus, restaurante delícia em Ribeirão da Ilha. Bom demais!!!! De resto, nos divertimos como na noite anterior, Fernando bebendo Smirnoff Ice e falando besteira, Moniquinha reclamando dos jogos e escola de samba na TV.Tá vendo esse pontinho lá embaixo, na foto ao lado??? É o Ro!!! Mas antes de explicar, preciso dizer, se
eu pudesse, teria feito tudo diferente neste dia. Teria ouvido minha intuição, e se pudesse apagaria de vez este dia da minha vida. Calma, calma. Foi uma tragédia sim, mas tenho que fazer meu drama também, afinal, perdi uma das minhas grandes companheiras de viagem: minha Nikon N80. Se afogou... No mar do Campeche. Mas antes disso, fomos nas dunas da Joaquina. Rogerio desceu uma ribanceira de areia enorme numa prancha de sandboard, depois, claro de ficar quase meia hora pensando qual tática usar... Ele conseguiu descer quase toda, só no finzinho é que ele "capotou". Mas foi lindo!!! Depois, eu e ele descemos uma pequena. Mas subir de volta essa montanha de areia, num sol escaldante... ninguém merece. Pagamos o nosso mico diário e fomos pra Praia do Campeche, pertinho da
pousada. Sol, vento, mar agitado mas numa temperatura maravilhosa, e conchinhas, mariscos, tatuis, bichinhos e sei lá mais o quê na beira da água. Claro, depois de anos só indo a praia poluída, encontrar esses bichinhos dando mole é um prato cheio para ficarmos horas catando e vendo - que nem uns idiotas, diga-se de passagem - eles se enterrando na areia. Bom, quem avisa amigo é, e o mar até que tentou avisar: a primeira onda chegou perto. Malandros, ratos de praia, Posto 9, Ipanema... não demos a menor bola e a segunda onda não perdoou. Foi TUDO pro mar. O Fernando bem que tentou, mas quase nada se salvou e minha máquina que estava em cima da canga tomou o seu maior caldo. Chorei, mas chorei muito...
Bom, o resto do dia foi triste, mas acabei me divertindo, principalmente depois das várias tentativas de incendiarmos umas lagartas, ou sei lá que bichos eram esses, que rondavam a piscina da pousada. Sim, depois do afogamento, voltamos para a pousada porque não tinha clima pra fazer mais nada. No balanço final, o carnaval foi mais do que positivo. Fernandinho e Moniquinha são companhias maravilhosas e se comportaram direitinho. Ok, ok, eles reclamam de vez em quando, principalmente pra colocar o cinto de segurança, mas nada que umas palmadas não resolvam. O tempo ajudou bastante e como primeiro carnaval longe do Rio depois de anos, foi ótimo. E isso, vindo de alguém que adora carnaval, não é pouca coisa, não!!
domingo, março 12, 2006
Antes do carnaval
É preciso registrar isso, antes mesmo de falar sobre o nosso carnaval em Floripa.
Ontem, sábado, 11 de março (ok, já eram 2h22 da manhã, então era domingo, 12 de março), depois de uma festa tosca de aniversário, mas com uma saideira bacana no Bar do Hermes (apesar da Smirnoff Ice custar R$ 7,50 e a cerveja ser Kaiser), deixei minhas companhias em suas respectivas casas/hotel e voltei pra casa (Rogerio estava no Rio).
E no caminho havia um relógio digital de rua, havia um relógio digital de rua no caminho.
13°C.
Seja bemvindo, querido outono...
Ontem, sábado, 11 de março (ok, já eram 2h22 da manhã, então era domingo, 12 de março), depois de uma festa tosca de aniversário, mas com uma saideira bacana no Bar do Hermes (apesar da Smirnoff Ice custar R$ 7,50 e a cerveja ser Kaiser), deixei minhas companhias em suas respectivas casas/hotel e voltei pra casa (Rogerio estava no Rio).
E no caminho havia um relógio digital de rua, havia um relógio digital de rua no caminho.
13°C.
Seja bemvindo, querido outono...
quarta-feira, março 08, 2006
Algumas fotos do show
Como falei no post anterior, infelizmente não levei a máquina e não tirei nenhuma foto do show do U2, mas graças a Internet e a nossa cara de pau, conseguimos que uma menina que estava na nossa frente nos mandasse as que ela tirou. Tem também, algumas fotos de uma amiga da Helô que ficou bem pertinho do palco. Maravilha!!! Valeu galera!!!





Não sei o nome da menina que nos mandou as fotos, por isso nem posso dar o crédito a ela... foi mal...
Essa semana, ainda tento escrever sobre carnaval em Floripa e o curso de capacitação para voluntariado. Aliás, tenho que escrever sobre umas frases que ouvi, elas vão deixar qualquer carioca de cabelo em pé!!!!!
sexta-feira, março 03, 2006
Cenas de São Paulo
Sim, eu fui a São Paulo e fui muito feliz para assistir ao show do U2. E agradeço a todo instante por ter ido. Se estivesse ficado em casa, assistindo pela TV, talvez tivesse cortado os
pulsos ou pulado da janela. Minha amiga Bia ficou 13 horas na fila pra comprar o ingresso, mas quem conseguiu mesmo foi a Helô, irmã dela, via Internet, láaaaa de Brasília. Ou seja, éramos um grupo do mais variado: Sampa, Brasília, Rio e/ou Curitiba!!!!! Antes, porém, fomos no sábado, assistir ao Fantasma da Ópera, musical igual ao da Broadway que está em cartaz no Teatro Abril. Ponto para os p
aulistas, os caras sabem fazer um espetáculo virar uma das principais atrações da cidade. O musical é show de bola, pena que nos primeiros 10 minutos eu caí no sono, graças aos 1534 chopps que tomei com o Henrique no Juarez, lá em Moema. Mas depois me recuperei e na saída fomos direto para o Da Mata. Uma mistura de bar, restaurante, loungue, com uma boate no fundo. E qual era o grupo que tocava??? O Viva a Noite, quem vê Pânico ou anda no revival dos anos 80 sabe o
que eu estou falando. É aquela galera que canta com a fantasia do Bozo e da Paquita. E claro, dançamos a beça e bebemos todas. E eu ainda saí de lá com o Henrique, nos perdemos pela cidade tentando achar a Vila Madalena e depois que achamos, ainda tomamos a saideira. Ou seja, domingo estava mais do que estragada... e as crianças me acordaram às 10h da manhã....
Segunda-feira foi dia do show e não enfrentamos nenhuma confusão, nenhuma fila, absolutamente nada de ruim. Bom, até o show terminar, porque só fomos conseguir um táxi pra voltar pra casa umas 2h
depois do show ter terminado. Ainda paramos numa megapadaria (que só poderia existir em Sampa) para comermos. AH! Como chegamos cedo no estádio, matamos o tempo jogando cartas!!!! hehehehehe E foi ducacete. Não dá nem pra explicar direito como foi o show, mas posso dizer que ao lado do show do Stevie Wonder, da volta dos Paralamas do Sucesso e de algum do Lenine ou Marisa Monte e uns alguns poucos outros, este foi um dos melhores shows da minha vida. Pena que, teoricamente, não poderíamos levar máquina fotográfica e cumpri a determinação. Mas triste foi ver que TODOS levaram máquinas e eu fiquei sem nenhuma fotinho do show... :-(
Na terça-feira, criei coragem e mesmo depois de um show impressio
nante, tive forças pra enfrentar a famosa 25 de Março. Bom, quem já foi na Rua da Alfândega na 5a feira antes do carnaval ou no dia 23 de dezembro, encara sem problema algum a 25 de São Paulo. Só que a variedade de coisas é até maior e vou te dizer, em termos financeiros não achei muito diferente não. Aproveitei e comprei as fantasias das crianças e material para fazer minhas bijux. Depois aproveitei que tava pertinho e fui conhecer o Mercado Municipal. Lindíssimo e muuuito movimentado. Não tive coragem de provar o famoso sanduiche de mortannnnndela, mas comi o não menos famoso pastel de bacalhau. Delícia, viu!? Pena que o chopp era Kaiser, mas valeu.
À noite, ainda aproveitei que as crianças tinham festinha, Patty dava aula, e encontrei com o Marcelo Lobo, amigo do Rio e que mora em Sampa. Ficamos por Vila Madalena e foi bom, colocamos a conversa em dia.
Nas fotos: Eu e Bia; eu e Josi e (tá meio escura), mas é o Bozo e a Paquita, do show que vimos no Da Mata. Pedro e Laura, no domingo de sol e chuva, ressaca, momentos antes de sairmos para dar voltas por Vila Madalena. Aliás, esqueci de dizer, no domingo ainda vimos uma tentativa paulistana de emplacar um bloco carnavalesco pelas ruas do bairro. Foi divertido, pelo menos.
pulsos ou pulado da janela. Minha amiga Bia ficou 13 horas na fila pra comprar o ingresso, mas quem conseguiu mesmo foi a Helô, irmã dela, via Internet, láaaaa de Brasília. Ou seja, éramos um grupo do mais variado: Sampa, Brasília, Rio e/ou Curitiba!!!!! Antes, porém, fomos no sábado, assistir ao Fantasma da Ópera, musical igual ao da Broadway que está em cartaz no Teatro Abril. Ponto para os p
aulistas, os caras sabem fazer um espetáculo virar uma das principais atrações da cidade. O musical é show de bola, pena que nos primeiros 10 minutos eu caí no sono, graças aos 1534 chopps que tomei com o Henrique no Juarez, lá em Moema. Mas depois me recuperei e na saída fomos direto para o Da Mata. Uma mistura de bar, restaurante, loungue, com uma boate no fundo. E qual era o grupo que tocava??? O Viva a Noite, quem vê Pânico ou anda no revival dos anos 80 sabe o
que eu estou falando. É aquela galera que canta com a fantasia do Bozo e da Paquita. E claro, dançamos a beça e bebemos todas. E eu ainda saí de lá com o Henrique, nos perdemos pela cidade tentando achar a Vila Madalena e depois que achamos, ainda tomamos a saideira. Ou seja, domingo estava mais do que estragada... e as crianças me acordaram às 10h da manhã....Segunda-feira foi dia do show e não enfrentamos nenhuma confusão, nenhuma fila, absolutamente nada de ruim. Bom, até o show terminar, porque só fomos conseguir um táxi pra voltar pra casa umas 2h
depois do show ter terminado. Ainda paramos numa megapadaria (que só poderia existir em Sampa) para comermos. AH! Como chegamos cedo no estádio, matamos o tempo jogando cartas!!!! hehehehehe E foi ducacete. Não dá nem pra explicar direito como foi o show, mas posso dizer que ao lado do show do Stevie Wonder, da volta dos Paralamas do Sucesso e de algum do Lenine ou Marisa Monte e uns alguns poucos outros, este foi um dos melhores shows da minha vida. Pena que, teoricamente, não poderíamos levar máquina fotográfica e cumpri a determinação. Mas triste foi ver que TODOS levaram máquinas e eu fiquei sem nenhuma fotinho do show... :-( Na terça-feira, criei coragem e mesmo depois de um show impressio
nante, tive forças pra enfrentar a famosa 25 de Março. Bom, quem já foi na Rua da Alfândega na 5a feira antes do carnaval ou no dia 23 de dezembro, encara sem problema algum a 25 de São Paulo. Só que a variedade de coisas é até maior e vou te dizer, em termos financeiros não achei muito diferente não. Aproveitei e comprei as fantasias das crianças e material para fazer minhas bijux. Depois aproveitei que tava pertinho e fui conhecer o Mercado Municipal. Lindíssimo e muuuito movimentado. Não tive coragem de provar o famoso sanduiche de mortannnnndela, mas comi o não menos famoso pastel de bacalhau. Delícia, viu!? Pena que o chopp era Kaiser, mas valeu. À noite, ainda aproveitei que as crianças tinham festinha, Patty dava aula, e encontrei com o Marcelo Lobo, amigo do Rio e que mora em Sampa. Ficamos por Vila Madalena e foi bom, colocamos a conversa em dia.
Nas fotos: Eu e Bia; eu e Josi e (tá meio escura), mas é o Bozo e a Paquita, do show que vimos no Da Mata. Pedro e Laura, no domingo de sol e chuva, ressaca, momentos antes de sairmos para dar voltas por Vila Madalena. Aliás, esqueci de dizer, no domingo ainda vimos uma tentativa paulistana de emplacar um bloco carnavalesco pelas ruas do bairro. Foi divertido, pelo menos.
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
A invasão dos bichos
Alguém já viu um filme chamado “A invasão das rãs”??? Acho que é esse o título, não lembro direito. O filme é uma porcaria, mas me marcou profundamente: ajudou a aumentar ainda mais o meu horror por certos bichos. Cobras, lagartos, aranhas e bichos esquisitos estão neste rol. Acho que vi num Corujão, num dia sem sono durante a adolescência. A partir de então, tenho a mania de levantar a coberta do colchão, caso esteja dormindo numa cama “desconhecida” por assim dizer.
Bom, o “nariz de cera” foi só pra dizer que sofremos uma certa “invasão dos bichos” aqui em casa. Primeiro, a invasão foi minha no habitat natural deles: acho que atropelei uma cobra no caminho até São Francisco do Sul. Fomos pelo caminho mais longo e pegamos uma enorme estrada de terra – muito boa, diga-se de passagem – e a cobra atravessou a pista lentamente (e ela era grande), mas não sei dizer se a atropelei ou não. No próprio hotel, ao chegarmos no restaurante quase não comemos direito, pois tínhamos que brigar com os bichinhos de luz que insistiam em tentar tomar a nossa cerveja. No quarto, mariposas e “bruxas”. E de manhã quando saíamos para o café, ficamos no dilema se abriríamos a porta ou sairíamos pela janela mesmo: um barulho estranho a nossa porta... Com muita coragem, abri a porta (colocando a Moniquinha como escudo claro – ah!! esqueci de falar, fui com a Moniquinha porque o Rogerio estava viajando pra variar...) e lá estava o pobre coitado do beija-flor preso no corredor, sem achar a saída (era só ele voar mais baixo, que ele encontrava...). E ainda vimos uns golfinhos que acompanharam a nossa balsa durante o passeio de barco que fizemos por lá.
Em seguida, a invasão foi deles. Na segunda-feira passada, eu acho, choveu muito aqui em Curitiba (como, aliás, vem acontecendo desde então, claro que a cidade não fica alagada como o Rio, mas mesmo assim é um transtorno) e acho que com a chuva, veio também um grilo que ficou preso na nossa varandinha. Eu e ele estávamos convivendo muito bem, acho que ele estava me fazendo companhia, sei lá, mas não estava me importando muito com ele ali. Ele só começava a cantar, piar, fazer barulho no final da tarde, mas era só acender a luz, que ele parava. Mas o Rogerio voltou e a implicância começou. Varanda fechada, ele no computador, bastou o bichinho começar a tagarelar e Rogerio pulou da cadeira e foi atrás dele. Não preciso dizer da luta quase inglória que foi para acharmos o dito cujo na varanda. Temos muitas plantinhas (adoro) e simplesmente tiramos TODAS do lugar para achá-lo. A novela continuou, pois não tínhamos como dar aquele peteleco e tirá-lo dali. Pula daqui, pula de lá, tira planta daqui, tira planta dali. Ok, você venceu, inseticida na mão, adeus grilo!!!!
Desde que chegamos, acho que tem bicho na nossa janela. Comprovei isso, quando vi o coco do misterioso na própria janela. De cara falei, é morcego. Mas minha faxineira disse um dia que achou o mesmo coco no quarto e que aquilo era rato. Não acreditei muito nela não, mas beleza, entrei na paranóia: temos um rato em casa. Só que todo dia à noite, um barulho do lado de fora me acordava ou nem me deixava dormir direito (ok, isso não problema, eu durmo bem pacas!!!). Na sexta-feira passada de manhã, olhei a janela e não é que o bicho estava lá?! Temos uma dessas janelas que abrem pra fora e servem como persiana, não sei explicar direito, mas enfim, o bicho estava dormindo debaixo do trilho dessa janela. Primeiro, achei que estivesse morto, liguei pro Rogério e avisei. Depois liguei de novo pra dizer: “ele tá vivo, tá mexendo as perninhas” (em pânico, pra entender). É bom dizer que o bicho em questão era mesmo um morcego que deve ter aprontado todas na noite anterior porque eram 11h da manhã e ele dormia feito um bebê. Liguei para o porteiro e ele veio aqui para tirar o bicho da janela. Depois de uma bela cabeçada no vidro e dele afirmar que o bicho estava morto, ele veio quase que correndo pra cima de mim: “tá vivo”!!!! Daaaahhhh, eu sei, né?! Te chamei aqui pra quê?? (pensei, só...). Delicadamente, o porteiro tentou tirar com o cabo de uma vassoura, a criatura de lá. E não é que ele nem se importou muito com alguém cutucando ele???? Não sei se foi medo ou se o porteiro perdeu a paciência, só sei que ele acabou esmagando o morcego contra a parede da janela e não teve dúvidas: jogou o “corpo” lá pra baixo.
E olha que pr’uma cidade cujo o maior inimigo é a tal da aranha marrom, acho que estamos bem!!! Pelo menos, esta aí ainda não apareceu (e se Deus quiser, nem vai aparecer).
Bom, o “nariz de cera” foi só pra dizer que sofremos uma certa “invasão dos bichos” aqui em casa. Primeiro, a invasão foi minha no habitat natural deles: acho que atropelei uma cobra no caminho até São Francisco do Sul. Fomos pelo caminho mais longo e pegamos uma enorme estrada de terra – muito boa, diga-se de passagem – e a cobra atravessou a pista lentamente (e ela era grande), mas não sei dizer se a atropelei ou não. No próprio hotel, ao chegarmos no restaurante quase não comemos direito, pois tínhamos que brigar com os bichinhos de luz que insistiam em tentar tomar a nossa cerveja. No quarto, mariposas e “bruxas”. E de manhã quando saíamos para o café, ficamos no dilema se abriríamos a porta ou sairíamos pela janela mesmo: um barulho estranho a nossa porta... Com muita coragem, abri a porta (colocando a Moniquinha como escudo claro – ah!! esqueci de falar, fui com a Moniquinha porque o Rogerio estava viajando pra variar...) e lá estava o pobre coitado do beija-flor preso no corredor, sem achar a saída (era só ele voar mais baixo, que ele encontrava...). E ainda vimos uns golfinhos que acompanharam a nossa balsa durante o passeio de barco que fizemos por lá.
Em seguida, a invasão foi deles. Na segunda-feira passada, eu acho, choveu muito aqui em Curitiba (como, aliás, vem acontecendo desde então, claro que a cidade não fica alagada como o Rio, mas mesmo assim é um transtorno) e acho que com a chuva, veio também um grilo que ficou preso na nossa varandinha. Eu e ele estávamos convivendo muito bem, acho que ele estava me fazendo companhia, sei lá, mas não estava me importando muito com ele ali. Ele só começava a cantar, piar, fazer barulho no final da tarde, mas era só acender a luz, que ele parava. Mas o Rogerio voltou e a implicância começou. Varanda fechada, ele no computador, bastou o bichinho começar a tagarelar e Rogerio pulou da cadeira e foi atrás dele. Não preciso dizer da luta quase inglória que foi para acharmos o dito cujo na varanda. Temos muitas plantinhas (adoro) e simplesmente tiramos TODAS do lugar para achá-lo. A novela continuou, pois não tínhamos como dar aquele peteleco e tirá-lo dali. Pula daqui, pula de lá, tira planta daqui, tira planta dali. Ok, você venceu, inseticida na mão, adeus grilo!!!!
Desde que chegamos, acho que tem bicho na nossa janela. Comprovei isso, quando vi o coco do misterioso na própria janela. De cara falei, é morcego. Mas minha faxineira disse um dia que achou o mesmo coco no quarto e que aquilo era rato. Não acreditei muito nela não, mas beleza, entrei na paranóia: temos um rato em casa. Só que todo dia à noite, um barulho do lado de fora me acordava ou nem me deixava dormir direito (ok, isso não problema, eu durmo bem pacas!!!). Na sexta-feira passada de manhã, olhei a janela e não é que o bicho estava lá?! Temos uma dessas janelas que abrem pra fora e servem como persiana, não sei explicar direito, mas enfim, o bicho estava dormindo debaixo do trilho dessa janela. Primeiro, achei que estivesse morto, liguei pro Rogério e avisei. Depois liguei de novo pra dizer: “ele tá vivo, tá mexendo as perninhas” (em pânico, pra entender). É bom dizer que o bicho em questão era mesmo um morcego que deve ter aprontado todas na noite anterior porque eram 11h da manhã e ele dormia feito um bebê. Liguei para o porteiro e ele veio aqui para tirar o bicho da janela. Depois de uma bela cabeçada no vidro e dele afirmar que o bicho estava morto, ele veio quase que correndo pra cima de mim: “tá vivo”!!!! Daaaahhhh, eu sei, né?! Te chamei aqui pra quê?? (pensei, só...). Delicadamente, o porteiro tentou tirar com o cabo de uma vassoura, a criatura de lá. E não é que ele nem se importou muito com alguém cutucando ele???? Não sei se foi medo ou se o porteiro perdeu a paciência, só sei que ele acabou esmagando o morcego contra a parede da janela e não teve dúvidas: jogou o “corpo” lá pra baixo.
E olha que pr’uma cidade cujo o maior inimigo é a tal da aranha marrom, acho que estamos bem!!! Pelo menos, esta aí ainda não apareceu (e se Deus quiser, nem vai aparecer).
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